Saiba qual o futuro da mobilidade urbana

7 de fevereiro de 2024 às 5h04

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Crédito: Barbara Crepaldi/CMBH

Nos últimos anos, cada vez mais as cidades têm aderido às novas tecnologias principalmente na mobilidade urbana. Além disso, a busca por soluções voltadas para a ESG (do inglês, Ambiental, Social e Governança) também está ganhando força, principalmente no cenário pós-pandemia de Covid-19. O ano de 2023 foi bastante movimentado para o setor, que teve a finalização das discussões do Marco Legal do Transporte Público Coletivo, que ganhou uma revisão no ano de 2021, tendo sido sancionado em 2012. Já para o ano de 2024, há uma expectativa de que a legislação atualizada entre em vigor. 

O PL 3.278/2021 tem como objetivo adequar a legislação às mudanças nas cidades, promovendo a integração de novas soluções, entre elas, o  compartilhamento de dados, implementação de sistemas inteligentes, assim como estabelecer uma maior conexão entre prefeituras, órgãos gestores e cidadãos com padrões e mecanismos de participação, informação e reclamações, dentre outros benefícios, como os ônibus elétricos que não poluem e  integração entre os modais de transporte. 

A partir dessa integração que incentiva a cooperação entre os setores público e privado, os sistemas de transporte vão trabalhar de forma mais interconectada e eficiente, além de serem mais abrangentes para os cidadãos que ganham em qualidade e acesso às novas tecnologias disponibilizadas por meio de startups de mobilidade urbana.  Com os sistemas inteligentes, é possível acompanhar em aplicativos para celulares, os trajetos do transporte público em tempo real, assim como os itinerários, pontos de parada mais próximos, entre outras diversas opções. 

Uma outra tendência não somente para 2024, mas para os próximos anos, é o investimento dos governos nas práticas de sustentabilidade, tanto em ações voltadas ao meio ambiente, como o incentivo ao uso de bicicletas e integração com diferentes modais de transporte, quanto no olhar para as pessoas com deficiência ao promover uma acessibilidade aliada às tecnologias oferecidas pelas startups de mobilidade urbana. 

Tudo isso impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas e faz com que elas de fato possam exercer o direito à cidade – podendo se deslocar não somente a trabalho ou consultas médicas, mas, também para lazer. Nisso, o turismo também ganha e faz a economia do país girar, com oportunidades de geração de emprego e renda, além de contribuir para o crescimento no Brasil como um todo. 

Acredito que o futuro da mobilidade urbana em nosso País é promissor e o novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo será muito efetivo, porque traz um olhar com incentivo às tecnologias como aliadas ao desenvolvimento sustentável e qualidade de vida das pessoas, que passam também a ser protagonistas importantes nas cidades, estando perto de prefeituras, órgãos gestores e empresas de transporte, resultando positivamente em cidades inteligentes e sustentáveis. 

*CPO da Cittamobi

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