Capitalismo Consciente

Ano novo: hora de fazer o balanço da carreira e ajustar rotas

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O início do ano é um momento propício para reflexões: tanto para avaliar os aprendizados e conquistas dos meses que se passaram quanto para programar a nova jornada que vem por aí. Tradicionalmente, os profissionais se empenham em fazer esse exercício nas empresas em que atuam, o que se reflete na divulgação de resultados. No entanto, não vamos pensar só nos números das organizações. É fundamental promover o balanço pessoal para alcançar aquela sensação tão desejada de bem-estar e felicidade – que não é uma vida perfeita, mas aquela com emoções positivas, equilíbrio pessoal e profissional, significado e propósito consciente. Trabalhar com o que gosta e gostar do que faz. Assim, o planejamento sério e coerente dos objetivos e dos próximos passos para conquistá-los é fundamental para quem quer aproveitar essa época e entrar no mercado de trabalho, realizar uma transição de carreira, na certeza de que pessoas e empresas que estão continuamente se educando são as que tem o diferencial competitivo para se manterem vivas.

Apesar da velocidade com que as mudanças acontecem no mundo, a hora é de agir com protagonismo e serenidade, mas sem “romantismo”, porque o percurso é mesmo desafiador. Por isso, esse projeto da carreira deve levar em conta os aspectos físicos, emocionais, espirituais, sociais e, claro, profissionais, incluindo a independência financeira que também é importante para que o indivíduo consiga fazer as melhores escolhas. É essencial ter em mente que todos esses fatores se inter-relacionam, ao mesmo tempo em que o estresse afeta a saúde, a performance e a qualidade das relações no mercado de trabalho.

Além disso, faz parte desse balanço individual, independentemente da finalidade do profissional, entender quais são as profissões que estão em alta em 2024 e nos próximos anos e o que tem feito para fortalecer suas competências. Com certeza, envolvem funções ligadas à tecnologia da informação, da saúde, à inteligência artificial, à sustentabilidade, à educação, entre outras. Algumas previsões do Fórum Econômico Mundial 2023 indicam que mais ou menos 70 milhões de empregos serão criados e cerca de 83 milhões serão eliminados. Acompanhar essas tendências fornece informações mais precisas para que a pessoa possa desenvolver habilidades mais compatíveis com a evolução do mercado.

Do ponto de vista das competências comportamentais dos trabalhadores, as mais desejadas e que não saem de moda são: pensamento analítico, pensamento criativo, resiliência, flexibilidade, agilidade, empatia. Hoje elas têm mais peso para as empresas que a parte técnica, e as pessoas que buscam se inserir no mercado ou realizar a transição de carreira precisam desenvolvê-las. Adaptabilidade é outra qualidade relevante, pois o mundo está cada vez mais instável e imprevisível.

Por fim, as dicas para quem é jovem e ainda não conseguiu definir a profissão são explorar interesses, capacitações, paixões e trabalhar o autoconhecimento. Embora seja útil considerar profissões com tendência de crescimento, é importante escolher a carreira significativa para a própria vida e alinhada com os valores e objetivos pessoais, com o propósito. Já para quem quer dar a “guinada” na carreira, é válido pesquisar sobre a área desejada e aperfeiçoar habilidades primordiais para a nova meta, sem falar em se preparar para os desafios e frustrações, inerentes a processos de mudança. Nos dois casos, o profissional tem que ter coragem, nunca parar de estudar e aprender, além de cultivar, de forma genuína, a rede de relacionamentos, que é um dos pilares da carreira.

Com 2024 só começando, a principal sugestão que tenho é: sonhe, mas sonhe alto e com muita certeza. Tudo se inicia com uma visão positiva do futuro e de onde queremos chegar. Deixe para trás o que pesa e desgasta e se concentre realmente naquilo que importa. Reflita: o sucesso vem antes da felicidade ou a felicidade vem antes do sucesso? É claro que apenas a pessoa que se sente bem vai alcançar o sucesso. A tendência nas empresas é criar uma diretoria dedicada ao tema: o CHO, sigla para ChiefHappiness Officer ou Chefe da Felicidade Corporativa, impactando diretamente na sustentabilidade empresarial.

Busque o caminho da liderança humanizada para integrar consciência e inteligência intra e interpessoal.

Pessoas saudáveis e empresas sustentáveis andam de mãos dadas. O Capitalismo Consciente reforça a importância do que buscamos: significado, propósito e impacto nas nossas carreiras. Então, foque nisso!

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Eliane Ramos
Sobre o autor

Eliane Ramos

Conselheira da Filial Regional do CapitalismoConsciente em BH, Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), Presidente do Conselho Empresarial de RH da AC Minas e Diretora Regional Predicitve Index- PI - [email protected] Redes sociais: Instagram: @elianeramos13/ LinkedIn: Eliane Ramos Vasconcellos Paes

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