Inovação e a promoção do desenvolvimento através da tríplice hélice

8 de fevereiro de 2024 às 5h10

O ambiente de inovação desempenha um papel vital no desenvolvimento econômico de uma determinada região, impulsionando a criação de novas ideias, tecnologias e modelos de negócios. Nesse contexto, a interação dos atores da tríplice hélice – governo, academia e setor privado – emerge como um fator fundamental para estimular a inovação e garantir um crescimento econômico sustentável.

A tríplice hélice representa a colaboração entre governo, academia e setor privado. Esses três pilares trabalham em conjunto para promover a inovação, transferência de conhecimento e o desenvolvimento econômico.

O papel do governo na tríplice hélice é criar políticas e regulamentações que incentivem a inovação.

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento, subsídios fiscais e a criação de ambientes propícios para negócios inovadores são essenciais. Além disso, o governo pode atuar como catalisador, conectando os outros dois setores e facilitando parcerias. Seguindo esta estratégia, foi lançada na última semana a Chamada Colaborativa à Gestão Pública de Minas. O governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Fapemig, identificou 246 problemas de gestão pública. Os Desafios Públicos de Inovação Aberta foram concentrados no chamado Hub MG Gov, que busca startups para experimentação de novas tecnologias, trazendo velocidade à gestão pública. Segundo a Fapemig, a iniciativa tem o objetivo de aumentar a eficiência, a desburocratização e a inovação no setor público estadual por meio do financiamento de projetos de desenvolvimento tecnológico, inovação ou pesquisa que tenham aplicação em Desafios de Instituições Públicas Estaduais. Serão R$ 40 milhões investidos nessa jornada.

O lançamento, realizado em Belo Horizonte no dia 1 de fevereiro, publicou os desafios e o edital neste site.

Ainda neste contexto, as instituições acadêmicas são centros de pesquisa e desenvolvimento de conhecimento. A colaboração com o setor privado e o governo permite a transferência de tecnologia e a aplicação prática de descobertas científicas. Universidades desempenham um papel crucial na formação de profissionais capacitados, preparando a força de trabalho para as demandas do mercado.

Também na última semana, ocorreu a Conferência Temática sobre Ecossistemas de Inovação e a Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado).

A Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, recebeu dia 31/01 um dos debates preparatórios para a 5ª edição da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que já tem data para acontecer, de 4 a 6 de junho em Brasília. Os debates têm o objetivo de reunir, até a data da conferência, diretrizes para políticas científicas a serem implementadas até 2035.

Entre as discussões, o reconhecimento internacional da pesquisa brasileira, em especial pelo setor privado, como celeiro de inovação, com ênfase nessa ponte que precisa ser mais próxima e fortalecida.

Reunindo autoridades políticas e de diversas universidades brasileiras, incluindo a UFMG, a agenda ressaltou a importância da academia apresentar suas realizações e descobertas para além da comunidade científica. Ainda, que a produção científica de alta qualidade ainda não é compatível com a quantidade de inovações, reforçando a oportunidade de aprofundar em políticas públicas de industrialização fortalecendo a interação academia e indústria, para além das commodities, bem como o cuidado no depósito de patentes para proteção das descobertas.Tratou-se também da autonomia financeira das universidades, identificando uma condição de causa e consequência sobre investimentos voltados à inovação. Outro destaque foi a proteção do conhecimento e a retenção de pessoas, reforçando que quem não exporta alta tecnologia, tende a exportar seu capital intelectual para outros países. A reitora da UFMG, Sandra Goulart compartilhou exemplos bem-sucedidos de inovação gerados na universidade, como o caso do laboratório da cerveja com leveduras de forma líquida para produção de bebidas fermentadas, o nanoscópio brasileiro exportado para Alemanha com 8 pedidos de patentes e a tão reconhecida vacina da Covid-19, Spin-Tec.

Empresas privadas são impulsionadoras da inovação, buscando constantemente melhorias e soluções inovadoras para ganhar vantagem competitiva. A interação com o governo e a academia permite acesso a recursos, conhecimentos e talentos, fomentando um ciclo virtuoso de inovação e desenvolvimento econômico.

Em suma, vemos bons exemplos de como a interação entre a tríplice hélice é essencial para construir e manter um ambiente de inovação robusto. A colaboração entre governo, academia e setor privado cria sinergias que impulsionam o desenvolvimento econômico. Ao reconhecer a importância dessa interação, os países podem promover uma cultura de inovação, garantindo um futuro próspero e sustentável. Vamos juntos!

Parte superior do formulário

Texto elaborado em colaboração com Francis Aquino – @afrancisaquino – jornalista especializada em Marketing Estratégico, Administração e Gestão da Informação. Consultora de transformação cultural e inovação.

*Engenheira com mestrado em Ciência e Tecnologia,especialista em estatística aplicada a processos (Six SigmaBlackBelt) e gestão da inovação. Atua no ecossistema deinovação há 20 anos. Atua como executiva Fundep, Presidenteconselho inovação e VP executiva na ACMinas. Redessociais: @janaynabhering / Linkedin: linkedin.com/in/janaynabhering

Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

Siga-nos nas redes sociais

Comentários

    Receba novidades no seu e-mail

    Ao preencher e enviar o formulário, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

    Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

    Siga-nos nas redes sociais

    Fique por dentro!
    Cadastre-se e receba os nossos principais conteúdos por e-mail