Boas intenções, bons resultados

10 de fevereiro de 2024 às 5h02

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Crédito: Ricardo Stuckert/PR

Apesar da tensão que antecedeu o desembarque do presidente Lula na Pampulha, sua visita a Belo Horizonte, primeira em pouco mais de um ano, foi pródiga em gentilezas. Lula, mesmo antes de chegar, antecipou seu desejo de estabelecer parcerias eficazes e não necessariamente fazer amizades. O governador Zema saudou o presidente da República, na quinta-feira, que aprendeu, como empresário e como político, a trabalhar com quem pensa diferente. E disse enxergar na visita um reconhecimento à importância de Minas Gerais.

Apesar das desnecessárias vaias que o governador recebeu durante o encontro no Minascentro, é reconfortante verificar que questões políticas, ou até pessoais, tenham ficado de lado, com o encontro de presidente e governador se mantendo no patamar recomendado pela boa política, se não pelas obrigações que tocam à gestão. Nesse sentido, o visitante trouxe na bagagem um pacote realmente interessante, recolocando em pauta, queremos crer que de maneira mais objetiva, investimentos que são cruciais para o Estado. Tudo isso muito bem simbolizado na possibilidade – finalmente – de conclusão da duplicação da BR 381, a “Rodovia da Morte” no trecho entre Belo Horizonte e o Vale do Aço.

Também ganharam relevância e, devemos esperar, consistência os entendimentos acerca da dívida do Estado com a União, atualmente beirando os R$ 160 bilhões. É certo que o que foi colocado na mesa de negociações até agora não tem cabimento e mais se aproxima de um daqueles casos, tão comuns na esfera pública, em que uma parte finge que cobra e a outra finge que paga. Certo é que repetir o mesmo modelo não faz sentido, sendo necessário em primeiro lugar, qual é de fato o tamanho da dívida e em seguida criar mecanismos exequíveis e, portanto, que possam ser honrados. Tudo isso sem prejuízo de algo comparável a um encontro de contas, no qual definitivamente não faz sentido deixar de lado pendências da União com relação ao Estado, especialmente a questão da Lei Kandir que alguns pretendem ter caducado, ou resolvida, o que não é verdade. Cuidemos do assunto com a atenção e com o realismo necessários.

Para resolver e não para prosseguir empurrando com a barriga. Um comportamento que de resto se aplica a tudo que foi dito nesses dois dias. Ou que a viagem não tenha sido apenas um palanque para as eleições municipais e sim, antes de tudo, um encontro de gestores e, portanto, também de soluções.

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