Brasil se faz ouvir

6 de dezembro de 2023 às 0h01

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Crédito: Ricardo Stuckert/PR

Fazendo precisamente o oposto de seu antecessor e tentando reparar os estragos produzidos na imagem e a inserção do Brasil no plano global, o presidente Lula continua trabalhando ativamente e, melhor, produzindo resultados. Caso da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), em que mereceu a deferência de ser convidado para falar na solenidade de abertura, foi ouvido com muita atenção e acabou, mais uma vez, sendo aplaudido de pé. “Este é o cara” teria repetido o ex-presidente Obama se lá estivesse. Enquanto internamente uma oposição sem argumentos tenta apontar os dedos para a constância e custos das viagens presidenciais, mais e mais o presidente brasileiro vai ocupando um espaço há muito vago, denunciando sem meias palavras a desordem internacional que vai assumindo ares de calamidade.

Não foi diferente agora. Uma vez mais Lula apontou o desequilíbrio e as injustiças das relações entre países, denunciando o mundo desenvolvido, rico, incapaz de ceder privilégios, mesmo que à custa do empobrecimento da maior parcela da população mundial. E também mostrou que apenas a conta dos gastos militares, que no ano passado foi além da casa dos 2 trilhões de dólares, bastaria para acabar com a pobreza no planeta. Encarando o tema da conferência e sem se curvar às mesuras diplomáticas, lembrou que a poluição e suas consequências vêm dos países ricos, altamente industrializados e onde o consumo compulsivo é uma espécie de padrão. Deles, portanto, a responsabilidade maior, embora nada de efetivo façam para reverter a situação ou meramente cumprir decisões que já foram tomadas. Faltou lembrar que os chefes de Estado das duas maiores potências econômicas, Estados Unidos e China, sequer estavam presentes.

Foi mais um discurso de estadista, daqueles que ficam sem resposta simplesmente porque não há como responder. Lula vai aos poucos se transformando em protagonista no cenário internacional, ao mesmo tempo em que contribui para devolver à diplomacia brasileira seus melhores valores. São fatos objetivos, claros e assim reconhecidos externamente. Cabe esperar e desejar que uma parcela maior de brasileiros perceba o que se passa e saiba dar valor ao que tem valor, escapando assim de raciocínios rasos, tendenciosos e preconceituosos, sem compreender que o Brasil ganha voz para ajudar a atenuar as diversas formas de desequilíbrio global. E tudo isso resultado de uma situação imposta para sujeitar os mais fracos à vontade e interesse dos poderosos.

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