O varejo automobilístico não é mais o mesmo

14 de agosto de 2021 às 0h10

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Crédito: Charles Silva Duarte / Arquivo DC

A pandemia quebrou alguns paradigmas e acelerou processos digitais no que tange o relacionamento entre consumidor e varejistas. As pessoas estão cada vez mais conectadas, realizando pesquisas e comprando pela internet. Os hábitos de consumo dos brasileiros mudaram drasticamente no último ano e as lojas físicas passaram a ser ponto de apoio para o e-commerce.

O fato é que os consumidores têm buscado cada vez mais praticidade, comodidade, variedade de ofertas, segurança e por causa disso, estão migrando cada vez mais para o ambiente digital. De acordo com uma pesquisa da Freshworks, empresa americana de software de relacionamento para clientes e funcionários, 70% dos brasileiros trocaram as compras presenciais pela on-line.

Sendo assim, as marcas que conseguiram entender rapidamente esta nova relação com o consumidor, evoluíram seus modelos de negócios objetivando a maior geração de valor para seus clientes e consequentemente maiores resultados. Um exemplo disso é a Magazine Luiza que nos primeiros três meses deste ano, registrou alta de 63% nas vendas totais, com crescimento de 114% no e-commerce e evolução de 4% na receita das lojas físicas. O lucro no período alcançou R$ 259 milhões.

Esse mesmo cenário de crescimento e aposta no ambiente digital se repete no segmento automotivo. Basicamente as concessionárias, revendas e montadoras tiveram que acelerar a digitalização dos seus canais de comunicação, relacionamento, avaliação, financiamento, pagamento, envio, além do recebimento de veículos e serviços.

O que antes era postergado, negligenciado e desacredito por alguns destes players no Brasil, passou a ser a melhor forma, e às vezes a única, de se fazer negócios. É o que chamamos de plataformização do modelo de negócios. Os vendedores de veículos estão deixando de ser empresas varejistas e estão se tornando plataformas de comércio eletrônico, oferecendo mais comodidade aos seus clientes e aumentando o leque de possibilidades.

Grupos de Concessionárias como o Grupo Via1, PG Prime, Osten e Euromotors encontraram na crise oportunidades para expandir seus negócios vendendo veículos de forma 100% on-line. Por meio de um time especializado de vendedores e showrooms digitais que entregam uma experiência de compra diferenciada ao consumidor.

Tecnologia a favor do setor automotivo – Estamos frente a frente com o futuro do setor automotivo, onde veículos podem ser vendidos 100% on-line como se fossem smartphones. Acreditamos que concessionárias, revendas e montadoras continuarão a existir, porém serão empresas mais próximas de uma Amazon, Alibaba ou Magalu do que as tradicionais lojas varejistas que ainda podemos ver por aí. Veja só como enxergamos o futuro por meio dessa tríade:de um lado, montadoras produzem veículos cada vez mais modernos e seguros, do outro lado, concessionárias comercializam estes produtos por meio de lojas virtuais (e-commerce) e prestam serviços ao consumidor, e por fim, empresas como a AutoForce oferecem tecnologia de ponta para que tudo isso possa acontecer.

Tecnologias como plataformas de criação de lojas virtuais, sistemas de gestão de pedidos, marketplaces de caminhões pranchas e cegonhas para car delivery, gateways de pagamento, PIX, dashboards de analytics e sistemas de simulação e contratação de financiamento são as principais tecnologias que as concessionárias precisam dominar nos próximos meses de 2021. No entanto, tecnologia por si só não é o bastante. Com o avanço e estruturação da virtualização do modelo de negócios, um novo tipo de profissional será necessário – os analistas e gestores de e-commerces veiculares. Serão estes os profissionais do futuro próximo que serão capazes de operar todas essas tecnologias, objetivando entregar uma experiência de compra incrível aos compradores de veículos.

A utilização de recursos digitais é indispensável para qualquer empresa e negócio hoje. Não há como você se dizer empresário sem digitalizar a sua operação. É uma questão de sobrevivência e competitividade. Ser digital deixou de ser um diferencial, agora é o normal.

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