Saiba tudo sobre Calixto, Kebraê, Baianas Ozadas e outros blocos e atrativos do Carnaval de Belo Horizonte

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10 de fevereiro de 2024 às 5h09

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Crédito: Nereu Jr.

A década de 1980 é sinônimo de extravagância, cor, diversidade, profusão de ritmos e muita vibração, e é tudo isso o que a cantora Aline Calixto, primeira mulher a comandar sozinha um dos maiores blocos de Carnaval de Belo Horizonte, vai levar para o Bloco da Calixto no sábado (10), às 15h, na avenida Getúlio Vargas, 792 (em frente à Sorveteria São Domingos).

Com o tema “Carnaval Super Fantástico”, o cortejo promete agitar os foliões com clássicos pra todo mundo cantar e curtir junto. “Eu cresci no auge dos anos 80 e fui bastante atravessada pelo espírito dessa época, com os brinquedos, as músicas, a moda. Da Xuxa e o Trem da Alegria, às apresentações das transformistas no Programa Silvio Santos, e as maquiagens verde limão com rosa Pink. Tem gente que chama de cafona, mas eu adoro e acho a cara do Carnaval”, conta a artista.

Em cinco horas ininterruptas de show, Aline vai apresentar um repertório tão eclético como a década e que vai passear por canções do rock nacional de Titãs, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, clássicos de grandes nomes internacionais como Madonna e Michael Jackson, o ritmo da lambada, sucessos infantis, como “Lua de Cristal”, da Xuxa, e o início do movimento baiano da axé music.

Importância dos povos indígenas

O Bloco Kebraê vai homenagear os povos indígenas. O cortejo vai sair na terça-feira (13) da rua Sergipe, 811, no Funcionários, com concentração a partir das 9h, segue pela avenida Brasil até a Afonso Pena e espera atrair cerca de 10 mil pessoas.

Segundo o organizador do Bloco Rômulo Miguel, “o Kebraê tem uma longa estrada, são 16 anos. Começamos como uma banda show e há três anos passamos a desfilar no Carnaval de rua de BH. Neste ano, decidimos homenagear os povos indígenas, que foram fundamentais na formação da identidade brasileira”.

A cada ano, o bloco define um tema para o desfile no Carnaval. “Nosso abadá fará uma homenagem a eles. Criamos um design em nossa camiseta para lembrar a importância dos nativos brasileiros na formação da nossa cultura e da nossa identidade. Com isso, levantamos a reflexão de preservá-los e respeitá-los”, explica o organizador. A descendente indígena da tribo Guajajara Fernanda Rei é da bateria do Bloco Kebraê , no repique.

“Sou o Caçador da Alegria”

Considerado um dos maiores blocos do Carnaval de Belo Horizonte, o Baianas Ozadas realizará o seu tradicional desfile para a segunda-feira (12) de folia, com concentração a partir das 9h, na avenida Afonso Pena, próximo à Igreja São José.

Neste ano, o Ara Ketu, um dos mais importantes blocos afro de Salvador, será homenageado durante o cortejo, com o tema “Sou o Caçador da Alegria”. O fundador e vocalista do bloco Baianas Ozadas, Geo Ozado, explica que o significado do tema escolhido para o Carnaval de 2024 vai além da folia.

“É uma homenagem que se traduz em três, a partir da escolha do orixá Oxóssi, o caçador – odé na língua yorúbá -, o Rei de Ketu, terra de uma das nações do candomblé no Brasil. E a partir de Oxóssi, que é o meu orixá de cabeça, essa homenagem se divide também ao bloco afro e também banda Ara Ketu (que na tradução do yorúbá é povo de Ketu) e à Yalorixá (mãe-de-santo) Stella de Oxóssi, do Ilê Axé Opô Afonjá, um dos principais e mais tradicionais terreiros de Salvador”, conta.

“Palácio do Samba”

O Palácio da Liberdade, inaugurado em 1898, foi residência de governadores e sede administrativa do governo de Minas Gerais. Por ali, circularam importantes figuras políticas da história do País. Agora, o espaço ganha mais um capítulo, com convidados ilustres. Os sambistas mineiros tomam conta do lugar, durante o carnaval, tornando o local mais um espaço de folia.

O “Palácio do Samba”, como foi batizado, é promovido pela Empresa Mineira de Comunicação (EMC), que gerencia a Rede Minas e a Rádio Inconfidência, em uma parceria com a Casulo Cultura e patrocínio da Gasmig. Música e sabores mineiros garantem a festa entre sábado (10) e terça-feira (13)o, das 12h às 21h.

O evento, gratuito, integra a programação do Carnaval da Liberdade, do governo de Minas. Mestre Conga é um dos homenageados no evento. Ele e outros ícones da velha guarda do Samba mineiro marcam presença no Palácio do Samba, que conta com quatro dias de rodas de samba e shows. Artistas de outras gerações também participam da festa, como Nonato do samba e Fabinho do Terreiro. Nesse espaço tem lugar de honra para elas. São dez mulheres que sobem juntas, no palco, e soltam a voz.

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