Casa Fiat de Cultura exibe “O lugar na palavra”

A exposição ficará em cartaz a partir de hoje e vai até 21 de janeiro de 2024

5 de dezembro de 2023 às 0h08

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Crédito: Divulgação/Casa Fiat de Cultura

Uma reflexão sobre o cotidiano e a percepção dos lugares, por meio da escrita e do desenho. A artista gaúcha Fernanda Fedrizzi apresenta, na Casa Fiat de Cultura, a mostra “O lugar na palavra”. As obras, compostas por cartazes e publicações, poderão ser manuseadas e lidas pelo público. Escolhida no 6º Programa de Seleção da Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura, a exposição ficará em cartaz a partir de hoje e até 21 de janeiro de 2024. Nela, apresenta-se a produção poética da artista, que questiona os sentidos e significados que podem ser empregados às palavras e expressões, assim como a possibilidade de compreensão do lugar como trânsito, percurso ou deslocamento do pensar. No dia 12 de dezembro, das 19h às 20h, será realizado um bate-papo virtual com Fernanda Fedrizzi. O evento será transmitido no YouTube da Casa Fiat de Cultura, e a participação é gratuita, com inscrição pela Sympla (https://bit.ly/BatePapoFernandaFedrizzi).

Todos os trabalhos apresentados pensam o lugar através da palavra, a partir de pesquisas que a artista iniciou em 2018. Antes disso, ela atuava como arquiteta urbanista, realizando, ocasionalmente, pequenas intervenções urbanas. A partir daí, por meio de cartazes, publicações e da colagem de adesivos pelas cidades por onde passava, juntamente ao ingresso na pós-graduação, decidiu dedicar-se às artes visuais, de forma a unir seus trabalhos poéticos aos estudos teóricos. O uso de palavras, ilustrações e diferentes formatos de publicações convida o visitante a refletir sobre o cotidiano em movimento, a relação com a cidade, as experiências mundanas e os lugares ocupados por tais temas, em especial, na materialidade das palavras.

Fernanda Fedrizzi realiza uma série de estudos sobre memória, cidade, narrativas urbanas e as transformações dessas paisagens. Uma das obras, “Queria” (2019), é composta por quatro cartazes com frases poéticas, inicialmente criados como intervenção urbana. “Os cartazes nasceram como pequenos adesivos que eu espalhava pela cidade, especialmente nos tapumes de obras contemporâneas que estão substituindo construções antigas”, lembra.

Processo

Os trabalhos também discutem os sentidos das palavras quando rompem com a linguagem, e a escrita na solidão como consequência dos atravessamentos cotidianos e das marcas por eles geradas. O formato das obras é pensado paralelamente ao conteúdo, sempre com muitos testes com os materiais impressos.

“Não estou preocupada com a perfeição, mas com o processo”, destaca a artista.

Sobre apresentar uma exposição com trabalhos, em sua grande maioria, textuais, ela reforça o quanto a escrita tornou-se uma urgência, e uma forma de pôr para fora aquilo que já não podia mais permanecer preso dentro dela. “Entre frases, pensamentos, poesias e devaneios, fui percebendo a formação de uma poética que discorria mais sobre meu processo de criação do que, especificamente, escrever academicamente sobre este processo”.

O artista visual Fercho Marquéz-Elul, que assina o texto de apresentação da mostra, analisa a exposição como uma reflexão entre a obra original e os meios reprodutivos. “Ao adentrar o espaço da Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura, duas instâncias complexas – palavra e lugar – flexionam paradoxos e articulam, por meio de frases e modos verbais, desejos, irrealidades e possibilidades poéticas”, afirma.

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