Festival de Música de Prados chega aos 45 anos

14 de julho de 2022 às 0h30

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Crédito: Leo Carvalho

O amor pela música e por ensinar dão a tônica, há 45 anos, ao Festival de Música de Prados, em Minas Gerais, um dos mais tradicionais e longevos eventos dedicado à música de concerto no Brasil. Realizado desde 1977, este ano a iniciativa amplia sua abrangência: além de Prados, as cidades mineiras de Tiradentes e Barbacena, também sediam a programação gratuita que ocorre a partir do próximo domingo e até 30 de julho.

Durante 14 dias, os moradores da região serão convidados a viver e ouvir música, além de praticá-la. Serão 17 apresentações, que incluem concertos e recitais; 18 oficinas de instrumentos e musicalização, além de uma oficina de choro, improvisação e prática em conjunto; e duas palestras com Flávia Camargo Toni, professora titular e pesquisadora do Instituto de Estudos Brasileiros da USP.

Grandes expoentes da música, premiados internacionalmente, participam do festival conduzindo as apresentações e as aulas. Um dos mais importantes nomes deste cenário, o violonista Octávio Deluchi, é um deles. Pradense, ele é vencedor do Ibla Grand Prize, já se apresentou no Carnegie Hall, em Nova York (onde cursa doutorado) e desponta como um dos maiores talentos do violão brasileiro na atualidade. Outro grande nome desta edição é a pianista Rosana Diniz, ganhadora de prêmios internacionais como o 1º lugar no Concurso Nacional da Polônia, Friederich Chopin de Varsóvia. O violoncelista Mauro Brucoli, graduado na Academia de Sofia/Bulgária e atualmente 1º violoncelo solista da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo também integra o grupo de nove professores e 22 bolsistas que estarão em Prados.

Neste ano, o Festival de Música de Prados celebra o centenário da Semana de Arte Moderna e boa parte da programação terácomo destaque obras do compositor Heitor Villa-Lobos, principal nome da música brasileira presente na semana de 1922. De acordo como violinista Fabio Brucoli, diretor artístico do festival, o foco em Villa-Lobos tem como objetivo celebrar a inestimável importância do compositor para a cultura brasileira. “Mesmo sendo reconhecido como um dos maiores compositores do mundo, sua obra, de forma geral, é desconhecida por grande parte dos brasileiros. O público terá acesso, dentre outras obras do compositor, ao seu “Choro nº 7” ou “Settimino”, a “Bachiana brasileira nº 9” e ao seu “Concerto para Violão e pequena orquestra”..

Também haverá na programação, como conta Brucoli: “A História do Soldado” de Igor Stravinsky, obra marcante de 1918, que dialoga de forma inequívoca com a nossa atualidade. O Prelúdio “L’après-midi d’unfaune” de Claude Debussy, precursor do modernismo e grande influenciador da música brasileira no século20. Do imenso compositor barroco Johann Sebastian Bach, principal influenciador na música de Villa-Lobos, duas de suas mais importantes obras orquestrais, os “Concertos de Brandenburgo nº 3 e nº 6”. Não esquecendo do aniversário de 200 anos do compositor romântico belga César Franck, será apresentada no dia 30 de julho, uma de suas grandes obras, o “Quinteto para Piano e quarteto de Cordas” com Rosana Diniz ao piano.”

Construído ao lado da população (e para ela), um dos maiores motivadores do festival é o convívio em torno do fazer musical, de maneira visível também para os moradores. “Criamos uma atmosfera de inclusão para as atividades artísticas e demonstramos que a integração entre as pessoas se complementa através da produção artística”, destaca o coordenador do festival, Eduardo Toni Raele.

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