Paul McCartney realiza show exuberante em Belo Horizonte

Um dos artistas mais respeitados e adorados no País, o ex-beatle tem uma relação forte com o Brasil e um enorme número de fãs das mais diversas gerações

4 de dezembro de 2023 às 17h37

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O momento de maior emoção da plateia foi quando Paul McCartney sentou no piano para tocar “Hey Jude” | CRÉDITO MARCOS HERMES

Como se não tivesse 81 anos, o eterno Paul McCartney continua esbanjando energia, simpatia, charme, humor e admirável forma física e mental. No último domingo (3), o jovem senhor de Liverpool levou à loucura 82 mil beatlemaníacos de todas as gerações, desde crianças a idosos, que lotaram a Arena MRV, em Belo Horizonte, no show “Got Back Tour”.

Após um atraso de mais de uma hora no show, Paul McCartney subiu ao palco, acompanhado de sua ótima banda, que o acompanha há décadas, formada por Paul “Wix” Wickens (teclados), Brian Ray (baixo/guitarra), Rusty Anderson (guitarra) e Abe Laboriel Jr (bateria), além de um trio de metais, e tocou diversos instrumentos e cantou incessantemente por quase 3 horas com um espírito juvenil. A única exceção foi para o breve hiato do bis. “Oi, BH!”. Com essa expressão simples, ele cumprimentou o público para, em seguida, descontrair o ambiente ao disparar: “I came to say uai”.

Na primeira metade do espetáculo, Paul McCartney mesclou sucessos dos primeiros discos dos Beatles, como “Can’t Buy Me Love” e “Got To Get You Into My Life”, com músicas de sua posterior carreira solo, como “Maybe I’m Amazed”. Esta linda canção se sobressai no primeiro trabalho do músico na fase pós-Beatles. Intitulado “McCartney”, o álbum foi lançado em 1970 logo após da dissolução do grupo, com todos os instrumentos tocados por Paul.

Em “Got Back Tour”, Paul McCartney reservou um espaço especial para o seu melhor disco depois da era Beatles. Gravado com a banda Wings na Nigéria em 1973, “Band on the Run” foi lembrado, além da icônica faixa-título, com as excepcionais “Jet” e “1985”.

Não faltaram também homenagens a John Lennon, que apareceu no telão tocando “I’ve Got A Feeling”, junto com Paul no palco, e a George Harrison, com a belíssima “Something”, composta por ele.

Paul McCartney leva emoção à Arena MRV, em Belo Horizonte

O momento de maior emoção da plateia, como não poderia deixar de ser, foi quando Paul McCartney sentou no piano para tocar “Hey Jude”. Nos efeitos visuais, o destaque foi para a execução de “Live and Let Day”, que recriou a atmosfera agitada dos filmes do agente 007. A canção foi composta especialmente para o filme homônimo. Outras pérolas da coleção que tocaram no fundo da alma do público foram “Blackbird” e “Let it Be”. “Em um segundo bis, Paul McCartney encerrou a noite apoteótica com “Golden Slumbers”.

Um dos artistas mais respeitados e adorados no País, Paul McCartney tem uma relação forte com o Brasil e um enorme número de fãs das mais diversas gerações. Em 2017, foi reconhecido como o artista internacional com maior número de ingressos vendidos para apresentações no País, com mais de 1,5 milhão de tíquetes.

Em 1990, ele se apresentou em um Maracanã com 184 mil fãs na noite de 21 de abril, batendo na época o recorde mundial de público presente em um concerto. Em 2023, McCartney fechará a turnê em dezembro justamente voltando para o “seu solo sagrado”, no mais icônico estádio de futebol.

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