Clima afeta produção de grãos em Minas Gerais

Levantamento da Conab aponta que Estado colherá 16,8 milhões/toneladas

10 de fevereiro de 2024 às 6h00

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Crédito: Divulgação/Emater-MG

Os problemas climáticos registrados em Minas Gerais estão impactando a safra 2023/24 de grãos. A previsão é colher 9,7% a menos no Estado, chegando ao volume de 16,8 milhões de toneladas de grãos. Conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as principais reduções ocorrem nas produções de soja e de milho, grãos mais plantados no Estado. 

O superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira, destaca que, assim como visto em Minas Gerais, a produção de grãos no País vem sendo afetada pelas condições climáticas. No País, a previsão é colher 299,8 milhões de toneladas de grãos, 6% a menos.

Na região Sudeste, conforme a Conab, as altas temperaturas e o menor volume de chuvas desde o início da safra impactaram de forma negativa a produtividade de importantes culturas. Além disso, também houve redução da área, resultado da maior cautela do produtor frente ao clima adverso e aos preços enfraquecidos no mercado. 

A queda é resultado, principalmente, da retração de 8,9% vista na produtividade, 3,9 toneladas por hectare. A área cultivada também ficou menor, 0,9%, resultando, assim, em 4,3 milhões de hectares destinados à produção.   

Milho e soja puxam queda da safra de grãos em Minas Gerais

As condições climáticas desfavoráveis para a produção, em função do El Niño, impactaram de forma negativa o desempenho da soja e do milho. 

No caso da soja, a queda estimada é de 8,9%, gerando, assim, uma colheita de 7,6 milhões de toneladas, ante as 8,34 milhões de toneladas registradas na safra passada. O impacto negativo vem da queda da produtividade. Com chuvas irregulares e temperaturas elevadas, a produtividade caiu 10,7%, com a colheita de 3,4 toneladas por hectare. 

A produção de milho também será menor. A previsão é colher 24,5% a menos, resultando, então, em um volume de 3,88 milhões de toneladas na primeira safra do cereal. No milho, houve queda na produtividade e também na área. O rendimento médio por hectare, estimado em 5,8 toneladas, está 10,8% menor. A área foi reduzida em 15,4%, somando 661,3 mil hectares. 

A colheita do milho segunda safra pode chegar a 2,88 milhões de toneladas, 3,5% maior que a anterior. Até o momento é esperada alta de 5,2% na produtividade, 5,7 toneladas por hectare, e queda de 1,6% na área, 499,3 mil hectares. 

Na safra 2023/24, a produção total de milho em Minas Gerais pode chegar a 6,77 milhões de toneladas, resultando, então, em uma queda de 14,7%.

“Neste ano safra, a soja e milho provocam a queda na produção. No milho, a redução da área cultivada do milho foi influenciada tanto pelo mercado como condições climáticas que se mostram desfavoráveis, principalmente na segunda safra. A queda na soja é fruto de menor produtividade”, disse Silveira.

Feijão

Assim como no milho e na soja, o feijão também terá uma produção menor. A estimativa da Conab para a primeira safra do grão indica uma produção de 206,4 mil toneladas, retração de 6,4%. A produtividade tende a cair 2,1% com a colheita de 1,4 toneladas por hectares. A área plantada ficou 4,4% menor, atingindo 140 mil hectares. O clima adverso justifica o menor volume.

Na safra de grãos 2023/24, a estimativa da Conab aponta para um volume total de feijão, em Minas, de 544,5 mil toneladas, 1,6% a menos. 

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