Laticínio impulsiona investimentos e agronegócio no Triângulo Mineiro

Uberaba vai ter mais uma planta de laticínios da holding; primeira fase terá investimentos de R$ 35 milhões

24 de janeiro de 2024 às 5h17

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Houve assinatura de termo entre dono e fundador da Agronelli, Marco Túlio Paolinelli, e prefeita | Crédito: Lílian Veronezi/PMU

O setor de laticínios mineiro vai expandir a produção no Triângulo Mineiro e Uberaba sai na frente com a assinatura do Termo de Compromisso com a Agronelli Agroindústria. Está em pleno vapor a implantação da terceira planta do grupo, às margens da BR-050, ponto estratégico de escoamento dos produtos.

A unidade vai agregar e ampliar a produção das outras duas fazendas da holding, já em processo de migração para o novo endereço. Na primeira fase de implantação, até o fim deste ano, vão ser investidos R$ 35 milhões e, até a conclusão do projeto, o aporte será de R$ 100 milhões, em até cinco anos.

Segundo o assessor da Agronelli, Wesley Bicalho, 120 empregos, entre diretos e indiretos, devem ser gerados até a unificação de todas as unidades produtivas. O payback do investimento é de, no máximo, três anos. “No início, vamos tirar 25 mil litros de leite por dia. Com a implantação concluída, serão 100 mil litros”, projeta.

O pool a ser formado vai contar com maquinário, equipamentos, insumos e plantel das fazendas de Elói Mendes, a cerca de 430 quilômetros de Uberaba e da outra unidade produtiva do grupo já situada na cidade, mas a sete quilômetros da nova locação. No Sul de Minas, o carro-chefe da Agronelli é o leite envasado. A fazenda é certificada e o gado holandês produz entre 16 e 17 mil litros do tipo A, da marca Legado.

“Vamos manter as duas marcas e uma vai complementar a outra”, acrescenta Bicalho. Na outra fazenda, também em Uberaba, um linha diversificada de derivados do leite – leite integral e desnatado (50% das vendas), queijo minas, manteiga, cottage, doce de leite, ricota, creme de leite – leva a marca Porto Real. “Não vamos modificar o mix, porque temos déficit em vários produtos e temos de aumentar a produção”, justifica.

Ainda de acordo com o assessor, a mudança deve-se também ao fato de não ter sido possível comprar a fazenda, quando da compra do laticínio no Triângulo. A propriedade foi, à época, arrendada, enquanto o grupo construía sua própria unidade, capaz de abrigar as duas plantas e ainda ampliar a capacidade produtiva.

“Agora, vamos expandir e modernizar, pois além de a ordenha ser mecânica, a plataforma que conduz o gado a ela é também automatizada. É como se o animal andasse num carrossel de um parque de diversão, guiado por um robô”, adianta Bicalho.

Investimento da Agronelli consolida laticínio em Uberaba

Para a prefeita de Uberaba, Elisa Araújo (Solidariedade), a parceria da cidade com a holding reforça a vocação de Uberaba para esse setor específico do agronegócio, em “uma rua de mão dupla”. “Reforça nossa bacia leiteira e a qualidade dos produtos que a Agronelli produz”, afirma. Ela prevê um avanço no desenvolvimento econômico da região como um todo, em função da possível atração de investimentos e fomento de novas oportunidades de negócios para a população.

“Até mesmo novos investimentos de novas indústrias do agro. A cadeia do agronegócio é muito ampla e estamos focados na atração do setor como um todo”, diz. De acordo com a prefeita, nos próximos meses, a exemplo do aporte de R$ 5 bilhões em investimentos com a ida da Atlas Agro para a cidade, a chegada de outra grande organização do ramo de fertilizantes será anunciada, com o apoio do governo do Estado.

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