‘Oscar da cafeicultura’ premia produtores

Principal premiação regional do setor foi realizada nesta semana, revelando os melhores grãos de café

1 de dezembro de 2023 às 18h07

img
Bioma Café, da cidade de Campos Altos, foi uma das vencedoras da premiação | Crédito: Bioma Café/Divulgação

O “Oscar da cafeicultura” já tem seus ganhadores, que foram anunciados em uma grande festa em Uberlândia, na noite da última quinta-feira (30). O 11º Prêmio Região do Cerrado Mineiro (RCM), promovido anualmente pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com o apoio do Sebrae Minas, reconheceu os melhores grãos em três categorias. Na categoria “Cereja Descascado” o título de melhor grão foi o produzido pela Fazenda Bioma Café, de Campos Altos, no Alto Paranaíba.

A empresa, fundada em 2001, pelos empresários Marcelo Nogueira e Flávio Márcio Silva, desde então tem focado na certificação de produção sustentável. A agrônoma e empreendedora da Bioma Café, Karoline Pereira, celebrou a conquista do prêmio, enfatizando que a empresa tem atuado com as melhores tecnologias para oferecer um café reconhecido e de qualidade ao mercado.

“Mais um sonho realizado! Esses troféus serão símbolo para nós e para quem nos acompanha da força, resiliência, sabedoria e consistência da equipe Bioma Café”, disse Karoline Pereira. A empresa conquistou a premiação com 88,55 pontos.

O evento também revelou os vencedores de outras duas categorias, que tiveram votação acirrada. O pódio mais alto da premiação que reconhece o melhor grão de café pela modalidade “Fermentação Induzida” foi ocupado pelo produtor de Campos Altos Deyvid Oliveira Leandro. Ele levou o título com 88,73 pontos, representando a Expocacer.

O cafeicultor Deyvid Oliveira Leandro venceu o primeiro lugar na categoria “Fermentação Induzida” | Crédito: Divulgação

Já na categoria café “Natural”, o produtor José Ricardo de Carvalho, proprietário da fazenda Estrela Carvalho, conquistou o reconhecimento dos jurados com 90,13 pontos – a mais alta pontuação alcançada no 11º Prêmio Região do Cerrado Mineiro. A propriedade de Carvalho está situada na cidade de Coromandel, no Alto Paranaíba.

De acordo com o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Gláucio de Castro, a edição deste ano bateu recorde de amostras inscritas. Cerca de 500 produtores se candidataram para a disputa dos melhores grãos. Do total, 60 finalistas nas categorias Café Natural, Cereja Descascado e Fermentação Induzida foram escolhidos por uma comissão internacional de 12 árbitros. Na etapa “Campeões das Cooperativas”, 18 finalistas foram selecionados para a etapa “Regional”.

“Tivemos cafeicultores que, pela primeira vez, subiram ao palco por conseguirem criar produtos de excelência. Isso representa um estímulo significativo para os 4.500 cafeicultores distribuídos nos 55 municípios que compõem a Região do Cerrado Mineiro”, afirmou Castro.

Evento reuniu leilão com valor expressivo para a melhor saca

Além das premiações, o evento ainda teve cunho social. Nesta edição, o Leilão Café Solidário foi presencial e teve os cafés mais bem avaliados nas três categorias do prêmio. Foram disponibilizados 11 lotes dos 60 ranqueados e foram arrecadados R$ 243 mil.

Um recorde histórico foi estabelecido com a saca de café mais valorizada, vendida por R$ 68 mil, pertencente ao produtor José Ricardo de Carvalho, primeiro colocado na categoria Natural. A saca foi adquirida pelo consórcio formado pelo Café Cajubá, Nutrade, Expocacer, Cafebras e Volcafe.

Do valor arrecadado, 70% serão doados ao Hospital do Amor de Patrocínio, e aos projetos vencedores do Troféu Escola de Atitude, enquanto outra parte será destinada aos produtores responsáveis pelos cafés.

O presidente da entidade destacou que o valor foi o maior resultado obtido em comparação com as edições anteriores: “O próximo ano promete ainda mais conquistas. Agradecemos aos produtores que fizeram a diferença e aos compradores que contribuíram para estabelecer esse recorde de preço, valorizando os produtos da nossa região”, exclamou.

Região do Cerrado Mineiro

A Região do Cerrado Mineiro, ao longo das últimas cinco décadas, consolidou-se como um importante centro de produção de café de alta qualidade no Brasil, sendo a primeira Denominação de Origem (DO) para café no País, com um modelo de governança estruturado em cooperativas e associações, que inspirou, inclusive, outras regiões brasileiras.

São 4.500 produtores em 55 municípios, distribuídos em 250 mil hectares, sendo responsáveis por 25,4% da produção de café em Minas e 12,7% da produção total do Brasil. A região tem estações climáticas bem definidas, altitude entre 800 e 1.300 metros e solo propício, que resulta em cafés caracterizados por aroma intenso, acidez cítrica delicada e sabor adocicado com notas que vão de caramelo a nozes, além de um final de longa duração.

Reconhecida pelo foco em inovação, a RCM é a maior de café no Brasil com área certificada em boas práticas agrícolas e tem a primeira fazenda certificada em agricultura regenerativa no mundo. Os dados são da Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro.

Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

Siga-nos nas redes sociais

Comentários

    Receba novidades no seu e-mail

    Ao preencher e enviar o formulário, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

    Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

    Siga-nos nas redes sociais

    Fique por dentro!
    Cadastre-se e receba os nossos principais conteúdos por e-mail