Leilões na B3 devem gerar R$ 6 bi em investimentos para Minas Gerais

Certames realizados na bolsa de valores, em São Paulo, compreendem rodovias, serviços de saneamentos e linhas de transmissão

10 de janeiro de 2024 às 0h22

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Projetos leiloados na B3 compreendem rodovias, serviço de saneamento e linhas de transmissão | Crédito: Adobe Stock

Em 2023, os leilões promovidos pelos governos federal, estadual e municipal na B3 resultaram em investimentos de mais de R$ 6 bilhões em Minas Gerais. Foram três leilões de ativos inteiramente no Estado e outros três de projetos interestaduais que envolvem o território mineiro. Os destaques foram a licitação do saneamento em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, considerada a principal do País no segmento no ano, e o megaleilão de energia, o maior da história das linhas de transmissão do Brasil.

A Aegea venceu a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Governador Valadares. A empresa propôs outorga fixa de R$ 385 milhões, um ágio de 726% sobre o valor de referência, que era de R$ 46,6 milhões.

Modelado pelo Grupo Houer, o projeto prevê investimentos de R$ 1,3 bilhão. Há estimativas de benefícios indiretos que podem alcançar R$ 3,1 bilhões, por considerar melhorias na saúde, renda, turismo, arrecadação de impostos e valorização imobiliária na cidade. A empresa vencedora ficará responsável pelo abastecimento de água e esgotamento sanitário de Governador Valadares nos próximos 30 anos.

A licitação na B3 contou com três dos cinco principais players privados do ramo no Brasil. Foi o maior leilão do País em 2023 na área de saneamento.

Leilões de rodovia e fundo de investimento de Minas Gerais

Já o consórcio Infraestrutura MG, formado pela empresa Equipav e a gestora Perfin, ganhou o leilão do lote 3 (Varginha-Furnas) de rodovias do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de Minas Gerais. O consórcio foi o único interessado no projeto e ofertou um valor de pedágio de R$ 13,17966.

Os investimentos serão da ordem de R$ 2,6 bilhões, com R$ 1,3 bilhão aplicado logo nos primeiros oito anos. A concessão envolve 432,8 quilômetros de malha rodoviária, entre São Sebastião do Paraíso e Três Corações, e passa por 22 municípios. O contrato também é de 30 anos.

E o consórcio Limine, Trochia e Kanastra será o administrador do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab Minas). O grupo venceu ao ofertar o menor Fator de Remuneração (FR), de 0,72, com um deságio de 28%. O FR é um valor entre 0,01 e 1,00 para calcular a base de remuneração das empresas que prestam serviços diretamente ao fundo.

O consórcio assumirá a gestão de passivos e de cobranças de recebíveis dos mais de 43.500 mil contratos de financiamento ativos de unidades habitacionais da companhia, em mais de 570 cidades do Estado. Até 2026, a estimativa é que mais de R$ 100 milhões sejam rentabilizados pelo FIDC Cohab Minas.

Outras participações na B3

A surpresa negativa de 2023 ficou com a licitação da BR-381. A administração durante 30 anos do trecho de 304 km, de Belo Horizonte a Governador Valadares, da chamada “Rodovia da Morte”, não encontrou interessados e foi adiado para o primeiro semestre deste ano. Duas das três empresas interessadas foram até a B3, mas desistiram de participar de última hora. Foi a terceira tentativa fracassada de privatizar estrada.

Mas o mesmo não se pode dizer dos leilões de linhas de transmissão de energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou dois certames de linhões que perpassam o País e envolvem o território mineiro.

O Leilão de Transmissão nº 1/2023 apregoou nove lotes, sendo que seis deles são de linhas e subestações em Minas Gerais ou que passam pelo Estado. A estimativa é de aportes de R$ 9 bilhões em obras em 75 municípios mineiros.

O Leilão de Transmissão nº 2/2023 foi o maior já realizado pela Aneel. O Consórcio Olympus XVI, composto por Alupar Investimentos S.A e Mercury Investimentos S.A, e a Celeo Redes Brasil S.A, arremataram, respectivamente, os lotes 2 e 3 do megaleilão. Os dois lotes contemplam linhões e subestações que passam por Minas. Juntos, têm previsão de investimentos de R$ 3,6 bilhões.

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