Lenarge desenvolve primeira central de abastecimento de GNL do Brasil

A empresa mineira também está envolvida no projeto do primeiro corredor logístico verde do Brasil, que fornecerá o gás para as instalações industriais da Vale e da Suzano no Maranhão

9 de fevereiro de 2024 às 16h52
Atualizada em 11 de fevereiro de 2024 às 12h01

img
A empresa mineira também está envolvida no projeto do maior corredor logístico verde do Brasil Crédito: Lenarge / Redes Sociais / Reprodução

A empresa mineira de logística Lenarge está desenvolvendo, em parceria com a companhia especializada em transporte de gás natural liquefeito (GNL), Virtu GNL, a primeira central de abastecimento de GNL de Minas Gerais e do Brasil. A previsão é que a unidade, localizada em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), mesma cidade onde está sediada a empresa, entre em operação em abril.

De acordo com o diretor comercial e de marketing da Lenarge, Asley Fonseca Ribeiro, já foi celebrado contrato com o primeiro cliente para a operação. Se trata de uma siderúrgica e um teste com o primeiro carregamento de caminhão na nova central foi realizado há poucos dias. Conforme ele, a Lenarge adquiriu uma frota de caminhões a GNL para atender o cliente.

O CEO da Virtu GNL, José de Moura Júnior, por sua vez, destaca o pioneirismo do projeto, que está sendo desenvolvido nas instalações da Lenarge. “Desenvolvemos uma operação piloto com a Lenarge, de maneira que teremos o primeiro ponto de abastecimento de GNL de Minas Gerais”, afirma. Segundo ele, no momento, a instalação está em etapa de comissionamento.

Maior corredor verde do Brasil

A substituição dos veículos a diesel por aqueles movidos a GNL pode ser a solução para mineradoras, siderúrgicas e demais empresas que estão em busca de reduzir a pegada de carbono no processo de escoamento dos produtos. A troca pode promover uma redução de até 20% na emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), além de mais de 85% de óxido de nitrogênio (NOx) e particulados.

Neste sentido, vale lembrar que, na última semana, a Virtu GNL e a companhia energética Eneva firmaram acordo com o objetivo de lançar o primeiro corredor logístico rodoviário com foco na redução de emissões de CO2 do Brasil. O projeto também conta com o apoio logístico da Lenarge, além da participação da Scania Brasil. A primeira fase será iniciada pela Rota do Matopiba, que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

De acordo com Moura Júnior, o foco será na criação de uma infraestrutura de abastecimento que permitirá a migração para os combustíveis mais sustentáveis, como biometano (biognl), em que o Brasil se apresenta com potencial para ser o líder mundial. “Este é um projeto pioneiro, o maior de descarbonização do transporte de longa distância do País. É uma solução logística disruptiva, sustentável e eficiente”, afirma.

O contrato prevê a aquisição de 180 caminhões movidos a GNL fabricados pela Scania Brasil, sendo que 30 desses veículos serão destinados a GNL Brasil, uma joint venture da Eneva com a Virtu, que serão utilizados para atendimento aos contratos firmados pela empresa para a venda de GNL em pequena escala (SSLNG) para as instalações industriais da Vale e da Suzano no Maranhão.

Os demais foram adquiridos pela Virtu GNL e serão empregados em um novo serviço a ser iniciado a partir de agosto de 2024, sendo abastecidos com gás fornecido pela Eneva, produzido no mesmo estado.

“O escopo prevê que a Scania atue na fabricação dos cavalos mecânicos; a Virtu GNL fará o investimento na compra destes cavalos mecânicos e das centrais descarbonização; e a Lenarge ficará responsável pela operação logística e controle do consumo dos cavalos mecânicos, por um aplicativo desenvolvido para acompanhar o consumo dos veículos”, relata.

A Virtu GNL e a Lenarge lançarão duas centrais de descarbonização no Maranhão, com investimento inicial de R$ 180 milhões para atuar como plataforma integrada no escoamento da produção. “O projeto da Virtu GNL é criar o corredor verde de GNL do Norte ao Sul do Brasil, com investimento previsto de R$ 5,7 bilhões, que compreende 39 centrais de descarbonização e 5.300 cavalos mecânicos até 2030”, revela.

Também está previsto, para o primeiro trimestre de 2025, o início do processo de instalação das primeiras centrais a gás natural liquefeito (GNL) do Sul e Sudeste do País, nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Ribeiro explica que, nessa primeira fase do projeto, a companhia de logística fornecerá apenas a mão de obra, tecnologia e a infraestrutura para manutenção e operação dos caminhões. “Por questões de investimento e de sinergia operacional, nós optamos por ficar só com a operação”, explica.

Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

Siga-nos nas redes sociais

Comentários

    Receba novidades no seu e-mail

    Ao preencher e enviar o formulário, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

    Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

    Siga-nos nas redes sociais

    Fique por dentro!
    Cadastre-se e receba os nossos principais conteúdos por e-mail