Indústria da mineração deve investir US$ 17 bi em Minas Gerais até 2028, diz Ibram

No Brasil, investimento do setor de mineração deve ser de US$ 64,5 bilhões entre 2024 e 2028

31 de janeiro de 2024 às 16h38
Atualizada em 1 de fevereiro de 2024 às 0h41

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Crédito: Ricardo Teles

Os investimentos em Minas Gerais relativos a projetos da indústria da mineração entre 2023 e 2027 foram reforçados para o período de 2024 a 2028. Anteriormente, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) previa inversões de US$ 11,4 bilhões no Estado, valor que foi ampliado para US$ 17,2 bilhões. No Brasil, a estimativa de aportes saltou de US$ 50 bilhões para US$ 64,5 bilhões. 

A previsão inclui Minas Gerais como o principal destino dos recursos, respondendo por 30,6% do total nacional. Pará, com US$ 15,71 bilhões e 28% de participação, e Bahia, com US$ 9 bilhões e 16,1% vêm na sequência. Além dos três, outras 13 unidades da Federação constam na lista de contemplados das mineradoras. Já os aportes em múltiplos estados devem somar US$ 8,2 bilhões. 

O crescimento da projeção de inversões foi devido, sobretudo, aos anúncios do setor desde o ano passado para investimentos em projetos socioambientais, de logística e minerais críticos. 

Neste sentido, o prognóstico da entidade aponta que a indústria da mineração pretende elevar em 62,7% os aportes socioambientais, passando de US$ 6,6 bilhões no quinquênio até 2027 para US$ 10,7 bilhões até 2028. Essas aplicações, conforme o diretor de Sustentabilidade e Assuntos Regulatórios do Ibram, Júlio Nery, estão relacionadas, principalmente, à substituição de fontes de energia não renováveis para limpas, buscando a transição para a economia de baixo carbono.

No caso da logística, os aportes devem avançar 133%, atingindo US$ 10,36 bilhões, com a maior parte destinada a ferrovias para o escoamento dos produtos. Já os investimentos em minerais críticos, como níquel (US$ 4,4 bilhões), terras raras (US$ 1,5 bilhão), lítio (US$ 1,2 bilhão) e titânio (US$ 600 milhões), terão as respectivas altas de 89,9%, 870,6%, 174,8% e 297,4%.

Ainda que os planos socioambientais, logísticos e de minerais estratégicos estejam tomando maiores proporções na carteira das mineradoras, a maioria dos recursos continuará para projetos de minério de ferro. Tanto é que, até 2028, estão previstas inversões de US$ 17 bilhões, ou seja, 26,8% do total de investimentos. Em relação à projeção anterior, houve um aumento de 2,1%. 

Volume de investimentos segue baixo e setor busca melhorias

Apesar da ampliação da estimativa de aportes da indústria da mineração para os próximos anos, o diretor de Sustentabilidade e Assuntos Regulatórios do Ibram, Júlio Nery, diz que o volume ainda é baixo para um País com um potencial como o Brasil. Ele relembra que, no período de 2012 a 2016, o montante de investimentos chegou a alcançar o patamar de US$ 75 bilhões. 

“Podemos ainda aumentar esse valor dependendo do nosso esforço para ter os trabalhos de pesquisa básica reforçados e conhecer melhor o nosso território, e para ter mecanismos de financiamento mais adequados, de forma a aumentar essa participação”, observou.

Em busca de melhorias para a mineração, a entidade solicitou uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, conforme o diretor-presidente do Ibram, Raul Jungmann. De acordo com ele, o encontro será para detalhar os investimentos previstos, reivindicar políticas públicas para o setor e tratar do fortalecimento de órgãos ligados à atividade minerária brasileira.

Faturamento da mineração e arrecadação da Cfem sobem em Minas Gerais

Diferentemente do Brasil, que apurou estabilidade em 2023 ao somar R$ 250 bilhões ante R$ 248,2 bilhões em 2022, o faturamento do setor mineral cresceu 3% em Minas Gerais, passando de R$ 100,5 bilhões para R$ 103,6 bilhões. Dentre as unidades federativas, o Estado foi o que mais faturou, respondendo por 41,7% do total nacional, contra 34,4% do Pará (R$ 85,4 bilhões).

Minas ainda teve o maior recolhimento de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) no ano passado. A arrecadação mineira alcançou R$ 3,18 bilhões, 46,4% do total arrecadado no País, de R$ 6,86 bilhões, enquanto o Pará recolheu R$ 2,7 bilhões (39,4%). O valor do Estado, em relação ao exercício anterior (R$ 3,118 bilhões), cresceu 2%. 

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