Uma arara-canindé dentro de uma caixa foi o motivo da abordagem de militares da Polícia Militar de Meio Ambiente em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (8). O flagrante revelou uma residência com ao menos 140 animais silvestres.
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Questionado, o suspeito admitiu que colecionava espécies silvestres e exóticas sem licença no imóvel. Pai e filho, de 49 e 19 anos, foram presos por comercialização ilegal de fauna e maus-tratos.
Animais silvestres apreendidos incluem espécie proibida no país
No imóvel foram encontrados araras, papagaios, iguanas, jiboias, tartarugas, cágados, jabutis, saguis, ouriço-cacheiro e escorpiões, além de duas espécies exóticas. Uma delas é a corn snake, cobra originária dos EUA cuja entrada no país é vedada desde 2021. A outra é o gecko-leopardo, lagarto nativo do sul da Ásia. Filhotes mortos foram encontrados guardados em recipientes no imóvel, segundo o portal BHAZ.
Dois cães American Bully estavam no mesmo endereço. O espaço tinha urina e fezes pelo chão, sem comida disponível. Os dois apresentavam marcas de ferimento no corpo e foram diagnosticados com sarna por veterinárias que atenderam ao local, confirmando os maus-tratos.
Venda de animais pelo WhatsApp
Segundo a PM, o suspeito declarou vender os animais em grupos do WhatsApp, operando do próprio imóvel. Os envolvidos afirmaram ter comprado os exemplares de terceiros, sem identificar o fornecedor.
Dois celulares também foram apreendidos. As espécies não domesticadas foram encaminhadas a atendimento veterinário particular, pois o Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) não estava disponível para recebê-las no momento da ocorrência. Os cachorros ficaram com um responsável identificado no boletim.
Pai e filho foram encaminhados à delegacia.