A Prefeitura de Juiz de Fora vai pagar R$ 43,4 milhões aos hospitais conveniados ao SUS até 13 de outubro. O compromisso foi assumido na quinta-feira (8) durante uma reunião com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), convocada para discutir o financiamento das unidades privadas conveniadas ao sistema público.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
A crise teve início em 2 de outubro, quando seis unidades conveniadas ao SUS suspenderam parcialmente os serviços por falta de repasses municipais: a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Ascomcer, o Hospital Ana Nery, o Hospital São Vicente de Paulo, o Instituto Oncológico (Hospital 9 de Julho) e o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ).
De onde vem o dinheiro para pagar os hospitais de Juiz de Fora?
O valor está dividido em duas parcelas. A primeira, de R$ 26,2 milhões, cobre mais de 60% dos débitos acumulados com os hospitais. A segunda (R$ 17,2 milhões) vem de emendas parlamentares estaduais e federais já aprovadas para repasse.
Até o momento, a Prefeitura não divulgou quais unidades vão receber os recursos.
HMTJ segue com restrições
Na quarta-feira (7), o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus reduziu o atendimento após acumular R$ 16,4 milhões em repasses não pagos pela Prefeitura. A hemodiálise foi suspensa e o hospital parou de receber pacientes transferidos de outras unidades. Quem já estava internado em UTI foi redirecionado pelo sistema estadual de regulação para outros hospitais.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (9), o HMTJ confirmou que a situação seguia sem alteração.
MPMG mantém atuação no caso
A reunião contou com representantes da Prefeitura e do MP. Pelo MP, participaram os promotores Tereza Rachel d’Avila Riani, coordenadora regional das Promotorias de Saúde da Macrorregião Centro-Sul e Sudeste, e Jorge Tobias de Souza, da Promotoria de Saúde de Juiz de Fora.
Pela Prefeitura, estiveram a prefeita Margarida Salomão, o procurador-geral Eduardo Floriano e os secretários de Saúde, Jonathan Ferreira Tomaz, e da Fazenda, Richard Tavares.
Em nota, o MPMG disse que segue atuando para resolver o impasse entre a Prefeitura e os hospitais e garantir a continuidade dos atendimentos pelo SUS. A data do próximo encontro não foi divulgada.