A primeira viatura Guaicurus fabricada no Brasil foi entregue ao Exército Brasileiro nesta semana, em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na cidade, a Iveco Defence Vehicles (IDV) instalou a linha de montagem do blindado.
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Antes de ser entrega, o blindado passou por dois dias de inspeção técnica.
O Contrato nº 05/2024-DF prevê a incorporação de 420 unidades à Força Terrestre ao longo do processo de nacionalização. O volume é mais de 13 vezes maior que o lote original, de 32 unidades, usado em checagens de campo e ajustes antes do contrato atual.
O que o Exército vai fazer com a viatura Guaicurus
O Guaicurus serve para missões em que o transporte comum não oferece proteção suficiente, mas em que um blindado de maior porte, como o Guarani, seria excessivo.
Com blindagem contra tiros e explosões de minas, o 4×4 leve pode ser configurado para patrulhamento, reconhecimento, escolta, guerra eletrônica, atendimento médico e operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
O modelo faz parte do Programa Forças Blindadas, pelo qual o Exército planeja adquirir mais de 2,1 mil veículos de diferentes modelos para renovar sua frota terrestre.
Como foi o protocolo de inspeção
A equipe de gestão do contrato, com suporte técnico especializado, aplicou um protocolo que foi desde a análise dos documentos do veículo até ensaios de rodagem na área de testes da própria IDV, fabricante italiana com linha de montagem local. Foram verificados mais de 100 itens, incluindo funcionalidades, configurações e os sistemas embarcados do blindado.
Próximos testes serão no Rio de Janeiro
Aprovada a etapa em Sete Lagoas, a viatura Guaicurus segue para o Centro de Avaliações do Exército (CAEx), na Ilha de Guaratiba (RJ). Lá, militares e engenheiros vão submeter o veículo à chamada Colaboração Técnica, conjunto de testes voltado a validar os componentes fabricados no país e confirmar os aperfeiçoamentos incorporados desde o primeiro lote.
Para o Exército, produzir a viatura Guaicurus em solo brasileiro reduz a dependência de fornecedores estrangeiros, facilita a reposição de peças e gera postos de trabalho na cadeia da indústria de defesa.