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Benefício de R$ 1.621 para idosos: como funciona o BPC

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Idoso juntando moedas, representando o dinheiro oferecido pelo BPC.
Foto: Banco de Imagens/Canva

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) paga R$ 1.621 por mês a idosos em situação de vulnerabilidade econômica, valor que corresponde ao salário mínimo de 2026.

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O auxílio é destinado a quem não conseguiu se aposentar pelo INSS e não tem como se sustentar nem ser sustentado pela família.

O benefício é garantido a pessoas com 65 anos ou mais, sejam homens ou mulheres, e também a pessoas com deficiência de qualquer idade que comprovem baixa renda.

Para os idosos, não é preciso ter contribuído para o INSS. Quem tem entre 60 e 64 anos só pode receber o BPC se houver deficiência de longo prazo comprovada.

O pagamento é feito em 12 parcelas por ano. O idoso que já recebe aposentadoria ou pensão do INSS não pode acumular o BPC.

Qual é o limite de renda

A renda por pessoa da família precisa ser inferior a um quarto do salário mínimo, ou seja, R$ 405,25 em 2026. O cálculo soma tudo o que entra na casa, como salários, aposentadorias e pensões, e divide pelo número de moradores.

Por exemplo, em uma casa com quatro pessoas e renda total de R$ 1.500, cada morador fica com R$ 375. O valor está dentro do limite.

Algumas regras ajudam as famílias. O Bolsa Família não entra na conta, e o BPC já recebido por outro idoso da casa também fica de fora.

Em casos específicos, a Justiça já aceitou conceder o benefício mesmo com renda acima do limite, quando há outros sinais de vulnerabilidade, como gastos altos com saúde.

O pedido pode ser feito pelo aplicativo ou site Meu INSS, com CPF e senha do gov.br. Dentro do sistema, basta escolher “Novo Pedido”, depois “Benefícios Assistenciais” e a opção de benefício ao idoso. Quem prefere pode ligar para a central 135 do INSS ou procurar uma agência.

Cadastro em dia evita bloqueio

Antes de pedir o BPC, o idoso e a família precisam estar inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), com CPF de todos os moradores. A inscrição é feita no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade.

O cadastro deve ter sido atualizado há no máximo dois anos. Quem deixa os dados vencerem corre o risco de ter o benefício bloqueado ou suspenso até regularizar a situação.

Também é exigido o registro biométrico, que pode constar na Carteira de Identidade Nacional ou, por enquanto, no título de eleitor ou na base da Polícia Federal.

O que o BPC não paga

O BPC não é aposentadoria. Por ser um benefício assistencial, não paga 13º salário e não gera pensão por morte para os familiares após o falecimento do titular.

O benefício também passa por revisões periódicas, para verificar se o beneficiário continua dentro dos critérios. Por isso, manter renda, endereço e composição da família atualizados no CadÚnico é o que garante a continuidade do pagamento.

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