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Fim do limite de R$ 500 no Pix por aproximação

A partir desta quinta-feira (1º), cada banco define o novo limite de pagamento, e valores acima de R$ 500 já podem ser feitos.

4 min de leitura
Pessoa com Pix aberto, representando o fim do limite de R$ 500.
Foto: Mercado Pago

O Banco Central retirou, nesta quinta-feira (1º), o limite de R$ 500 por transação que existia no Pix por aproximação. A mudança foi definida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho, e passa a valer também para pagamentos feitos por QR Code, chave de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento do Open Finance.

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Até ontem, cada transação feita pelo Pix por aproximação não podia ultrapassar R$ 500, independentemente da instituição financeira usada.

Com a mudança, esse teto único deixa de existir, mas isso não significa liberdade total para fazer qualquer pagamento. O valor de cada operação continuará limitado pelas regras de segurança definidas por cada banco para cada cliente.

Na prática, é possível que um cliente consiga fazer um pagamento de R$ 600 ou até R$ 1 mil pelo Pix por aproximação, desde que o limite da própria conta permita esse valor. Já outro cliente, com configuração de segurança mais restrita, pode continuar limitado a valores menores que R$ 500.

Como ajustar o limite no aplicativo do banco

A partir de agora, os bancos são obrigados a oferecer uma ferramenta de gerenciamento dentro do próprio aplicativo, para que o cliente possa aumentar ou reduzir o limite usado no Pix por aproximação. O caminho pode variar de uma instituição para outra, mas o processo costuma seguir esta lógica:

  1. Abrir o aplicativo do banco.
  2. Procurar as configurações do Pix.
  3. Entrar na área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação.
  4. Informar o valor desejado para aumento ou redução do limite.
  5. Confirmar a solicitação seguindo as etapas de autenticação exigidas pelo banco.

É importante lembrar que, mesmo depois do ajuste, o novo limite ainda passa por análise de segurança da instituição financeira, que pode levar algum tempo para liberar valores mais altos.

Como funciona o Pix por aproximação no dia a dia

O Pix por aproximação usa a tecnologia NFC, a mesma presente em cartões sem contato, que permite a comunicação entre o celular e a maquininha sem a necessidade de digitar nenhum dado.

Disponível desde fevereiro de 2025, o recurso pode ser usado tanto pelo aplicativo do próprio banco quanto por carteiras digitais compatíveis.

Para usar por meio de uma carteira digital, é preciso primeiro vincular a conta bancária ao serviço, autorizando essa conexão diretamente no aplicativo do banco.

Depois de configurado, o pagamento funciona de forma parecida com a de um cartão cadastrado no celular: basta informar ao estabelecimento que o pagamento será feito por Pix, conferir o valor da cobrança, aproximar o celular da maquininha e confirmar a operação com a autenticação exigida pelo aplicativo.

Cuidados para evitar golpes com valores maiores

Com a possibilidade de pagamentos mais altos por aproximação, a atenção do consumidor precisa aumentar na mesma proporção. Como a confirmação pode acontecer de forma muito rápida, vale adotar alguns cuidados simples antes de aproximar o celular da maquininha:

  • Conferir o valor exibido tanto na maquininha quanto na tela do celular antes de confirmar.
  • Verificar se o estabelecimento é mesmo confiável antes de realizar o pagamento.
  • Manter ativos o bloqueio de tela e os mecanismos de autenticação, como senha ou biometria.
  • Nunca entregar o celular desbloqueado para terceiros, mesmo durante o pagamento.
  • Acompanhar as notificações de cada transação assim que elas chegam.
  • Revisar de tempos em tempos os limites configurados no aplicativo do banco.

Especialistas em segurança digital também recomendam manter o recurso de aproximação desativado quando não estiver em uso, já que a tecnologia NFC pode, em situações raras, captar sinais de aparelhos muito próximos sem que o usuário perceba.

Modalidade ainda é pouco usada, mas cresce rápido

Apesar da mudança nas regras, o Pix por aproximação ainda está longe de ser a forma de pagamento mais popular do país.

Em agosto, a modalidade somou cerca de 2 milhões de transações, o equivalente a apenas 0,06% do total de operações feitas pelo Pix naquele mês, que já movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em todo o Brasil.

Mesmo com essa participação ainda pequena, o uso do recurso vem crescendo de forma expressiva mês a mês. Em janeiro deste ano, por exemplo, o total de transações por aproximação somava 1,06 milhão, bem abaixo dos números registrados em agosto.

Com o fim do teto fixo de R$ 500, a expectativa é que o Pix por aproximação se torne ainda mais atraente para consumidores e comerciantes nos próximos meses.

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