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Aedes aegypti em Minas Gerais: situação do estado acende alerta

Levantamento nacional aponta 49,2% das cidades em alerta ou risco, e o estado já tinha 606 municípios nessa faixa no primeiro balanço de 2026.

3 min de leitura
Aedes aegypti em Minas Gerais, meramente ilustrativo.
Foto: Banco de Imagens/Canva

O Aedes aegypti em Minas Gerais preocupa autoridades de saúde diante do avanço do período mais crítico para as arboviroses. O estado já tinha 606 municípios em situação de alerta ou risco no primeiro levantamento do ano.

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No cenário nacional, 49,2% dos 3.732 municípios que enviaram dados ao Ministério da Saúde apresentaram índices preocupantes para o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, segundo o segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado na quarta-feira (7).

O que mostra o levantamento nacional do LIRAa

O segundo ciclo foi feito entre maio e agosto. A classificação vale apenas para os municípios que enviaram dados ao governo federal, então o percentual não pode ser estendido a todas as cidades do país.

Apesar do alerta, o número de casos caiu. Até 26 de setembro, o Brasil somou 470,5 mil casos prováveis de dengue, contra 1,5 milhão no mesmo período de 2025, queda de cerca de 70%. A chikungunya recuou 43%, e a zika, 35%.

Como está o Aedes aegypti em Minas Gerais

No primeiro LIRAa de 2026, feito entre janeiro e março, 819 dos 853 municípios mineiros participaram. Desses, 213 tiveram índice satisfatório, 422 ficaram em alerta e 184 em risco. Somadas, as duas faixas de preocupação chegam a 606 cidades, o equivalente a 71% dos municípios do estado.

A situação da dengue também melhorou em relação ao ano passado. Segundo o boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) de 13 de julho, Minas registrou 64.397 casos prováveis de dengue em 2026 e 38 mortes confirmadas, com outras 40 em investigação. Em 2025, até 17 de novembro, o estado tinha 160.920 casos prováveis e 138 mortes confirmadas.

A chikungunya soma 14.881 casos prováveis no estado em 2026, com quatro mortes confirmadas até o mesmo boletim.

Período de maior risco começa agora

Em Minas, o período sazonal das arboviroses vai de outubro a maio, quando calor e chuva favorecem a reprodução do mosquito.

Por isso, o Ministério da Saúde pede que estados, municípios e moradores antecipem as medidas de prevenção. O avanço do El Niño, fenômeno que altera o padrão de chuvas e temperaturas, é um dos motivos para a cautela.

O Governo de Minas informa investir cerca de R$ 210 milhões por ano no combate às arboviroses, com apoio aos municípios, ampliação de exames e uso de tecnologia, como drones.

Belo Horizonte, por exemplo, ampliou em março sua rede de estações disseminadoras de larvicida, armadilhas que usam a própria fêmea do mosquito para espalhar o produto em criadouros de difícil acesso.

Onde o mosquito se reproduz e como evitar?

Segundo o LIRAa, 42,3% dos focos estão em vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes do dia a dia. Reservatórios de água, como caixas d’água e tonéis, respondem por 26,1%, e pneus e lixo, por 23%.

No Sudeste, onde fica Minas, predominam os criadouros dentro de casa, em vasos, pratos de plantas, garrafas e recipientes domésticos.

A prevenção depende de gestos simples: manter caixas d’água e tonéis bem tampados, guardar garrafas e baldes virados para baixo, limpar calhas e ralos, dar destino correto a pneus, latas e entulho e eliminar a água acumulada nos pratos de plantas. Em caso de sintomas, como febre, o ideal é procurar uma unidade de saúde.

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