Geral

Fim da escala 6×1: veja o que muda no seu salário, folgas e domingos

PEC aprovada com 461 votos reduz jornada semanal para 40 horas e garante dois dias de descanso por semana sem corte no salário; Texto ainda depende do Senado para entrar em vigor

3 min de leitura
O que muda com o fim da escala 6x1 | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Trabalhar seis dias para descansar um está com os dias contados no Brasil. A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 27 de maio, a Proposta de Emenda à Constituição que decreta o fim da escala 6×1, com 461 votos a favor e apenas 19 contrários. O texto estabelece jornada máxima de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado, sem redução de salário.

✅ Siga o nosso canal no WhatsApp


Enquanto a proposta segue para análise do Senado, os brasileiros se deparam com dúvidas quanto ao salário e esquema de folgas, especialmente quando o trabalho também engloba os domingos. Abaixo, explicamos o que você precisa saber até agora.

O que muda com o fim da escala 6×1

Hoje, a Constituição permite jornada de até 44 horas semanais no modelo 6×1, ou seja, seis dias trabalhados para cada dia de folga. Com a aprovação da PEC, esse limite cai primeiro para 42 horas semanais e, depois de 14 meses da promulgação, chega a 40 horas.


A mudança mais imediata, porém, acontece já dois meses após a promulgação da emenda constitucional pelo Congresso Nacional, data que ainda depende da aprovação pelo Senado. A partir daí, todos os trabalhadores com carteira assinada passam a ter direito a dois dias de descanso por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Essa garantia entra em vigor antes mesmo da redução da jornada chegar a 40 horas.

Salário não pode ser cortado

Uma das garantias mais importantes do texto é que o fim da escala 6×1 não poderá resultar em corte de salário. A PEC prevê expressamente que os trabalhadores manterão a remuneração atual mesmo com menos horas de trabalho por semana, incluindo pisos salariais já estabelecidos em categorias.


Para isso, as empresas poderão reorganizar horários e utilizar mecanismos como banco de horas e acordos coletivos, desde que respeitados os novos limites constitucionais e os períodos de descanso dos trabalhadores.

E para quem trabalha aos domingos?

O fim da escala 6×1 não elimina o funcionamento de atividades essenciais aos domingos. Setores como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana poderão manter regras específicas por meio de negociação coletiva. Nesses casos, o trabalhador que atuar no domingo terá o repouso semanal remunerado garantido em outro dia da semana, conforme as escalas de cada categoria.

Trabalhadores não incluídos na mudança

A PEC não se aplica a todos os trabalhadores da mesma forma. Profissionais com diploma de nível superior que recebem acima de 2,5 vezes o teto da Previdência Social, o equivalente a R$ 21.188,87, ficam fora das novas regras.

Para servidores públicos, será necessária a elaboração de uma legislação específica que considere os novos limites. Microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas também terão regras de transição regulamentadas por lei complementar.

O que ainda pode mudar no Senado

O texto aprovado na Câmara ainda pode ser alterado durante a tramitação no Senado. Pontos como o prazo de transição, as regras para domingos e feriados e o tratamento dado aos pequenos negócios e setores essenciais estão entre os temas que podem ser modificados. Se o Senado alterar o texto, a proposta retorna à Câmara para nova análise antes de ser promulgada.

Conteudos relacionados

Geral

Juiz de Fora divulga datas da vistoria obrigatória para táxis em 2026

Vista aérea de Belo Horizonte com céu nublado e chuva ao fundo ilustra a previsão do tempo em BH

Geral

BH acorda com sensação de 2 °C e chega a 28 °C ainda esta semana

Economia

Problemas com a Cemig e Copasa? Mutirão abre inscrições para atender consumidores em BH e mais 5 cidades de MG