A caneta de semaglutida brasileira chegou às farmácias nesta semana. A Ozivy, desenvolvida pela EMS, é o primeiro medicamento nacional com semaglutida aprovado pela Anvisa após a queda da patente da substância. O preço inicial é de R$ 452 por caneta, mas a empresa estruturou um plano de tratamento que reduz o custo médio mensal a menos de R$ 300 nos três primeiros meses. A distribuição começou pelas capitais na segunda-feira (15) e deve alcançar cobertura nacional até julho.
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Quanto custa o tratamento com a Ozivy
A EMS montou um plano de preços pensado para os primeiros meses de uso, fase em que as doses são mais baixas. Para os três primeiros meses de tratamento, o pacote com as canetas com as doses necessárias sai por R$ 863,23, o que representa um custo médio de R$ 287 por mês.
A partir do quarto mês, quando a dose sobe, o preço da caneta passa para R$ 498. A empresa também anunciou um pacote com duas canetas de 1,0 mg por R$ 896, mas sem data definida para chegar às prateleiras.
Neste primeiro ciclo de abastecimento — que iniciou nesta semana, na última segunda-feira (15) —, mais de 500 mil canetas serão distribuídas pelas farmácias do país.
A guerra de preços no mercado de semaglutida
A chegada do “Ozempic nacional” já está movimentando o mercado. Depois que a patente da semaglutida caiu, a própria Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, reduziu seus preços para tornar o produto mais competitivo frente às versões nacionais.
A Eurofarma, que produz a Extensior e a Poviztra, também à base de semaglutida, anunciou redução de preços após o lançamento da Ozivy.
Com a disputa acirrada, os pacientes já encontram opções de caneta de semaglutida no mercado com preços entre R$ 399 e R$ 599 para as doses iniciais de tratamento, um cenário bem diferente do que era praticado antes da queda da patente.
O que é a Ozivy e como ela chegou ao mercado
A Ozivy é uma caneta de semaglutida desenvolvida pela EMS, uma das maiores farmacêuticas brasileiras. O medicamento funciona da mesma forma que o Ozempic: a semaglutida imita um hormônio produzido naturalmente pelo intestino após as refeições, que estimula a liberação de insulina, reduz a produção de glicose pelo fígado e retarda o esvaziamento do estômago.
Esses mecanismos atuam juntos no controle do nível de açúcar no sangue e na redução do apetite, tornando o medicamento indicado tanto para o tratamento do diabetes tipo 2 quanto para o controle do peso em pessoas com obesidade.
A produção da versão brasileira só foi possível após o vencimento da patente da semaglutida, que era de propriedade exclusiva da Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy.
Com a queda da patente, outras empresas passaram a ter autorização legal para fabricar o mesmo princípio ativo, abrindo caminho para versões nacionais a preços mais acessíveis. A Anvisa aprovou a Ozivy como o primeiro produto nacional nessa categoria, consolidando a EMS como pioneira no segmento no Brasil.