Carl Rinsch, diretor do filme 47 Ronins, foi condenado a dois anos e meio de prisão por fraudar a Netflix em milhões de dólares. A sentença foi proferida pelo juiz Jed Rakoff em audiência em Nova York, quase dois meses depois de o ator Keanu Reeves enviar uma carta ao magistrado pedindo “leniência e misericórdia” em favor do diretor.
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O esquema
Rinsch, de 55 anos, foi considerado culpado em novembro de 2025 por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Segundo a Justiça americana, ele desviou US$ 11 milhões da Netflix, destinando o valor a investimentos em ações e criptomoedas, além de gastos com itens de luxo. A acusação, liderada pelo promotor Jay Clayton, pedia uma pena mínima de cinco anos de prisão.
Origem do caso
A história remonta a 2018, quando a Netflix fechou um contrato de US$ 40 milhões com Rinsch para a produção da série White Horse. O projeto nunca foi concluído e acabou cancelado em 2021, resultando em um prejuízo de US$ 55 milhões para o streaming. Em 2024, a Netflix venceu uma arbitragem contra o diretor, que até agora não devolveu o dinheiro.
A sentença
Ao proferir a decisão, o juiz Rakoff reconheceu que Rinsch enfrentava problemas de saúde mental, mas afirmou que o diretor estava “determinado a mentir” e que suas tentativas de encobrir o crime eram evidentes. Rinsch, que respondia ao processo em liberdade mediante fiança de US$ 100 mil, pediu desculpas em tribunal, dizendo lamentar profundamente não ter buscado ajuda e afirmando aceitar a responsabilidade pelo ocorrido.
Keanu Reeves, que produziu e atuou em 47 Ronins, havia escrito à Justiça em abril pedindo uma sentença “temperada com medidas de leniência e misericórdia, bem como justiça”. A defesa de Rinsch não comentou a decisão.