Política

Lei aprovada no Senado dobra punição para ataques a professores e médicos

Projeto que protege professores e médicos no exercício da função passa pelo plenário e retorna à Câmara para votação final

2 min de leitura
professores e médicos protegidos por nova lei aprovada no Senado
Foto: Gera Cejas/Pexels

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (15) um projeto que aumenta as penas para crimes contra professores e médicos cometidos no exercício da função. Enfermeiros e educadores também estão protegidos pelo projeto.

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Entre os delitos com punição agravada estão lesão corporal, ameaça, homicídio, desacato, calúnia, difamação e incitação ao crime.

O que muda nas penas para crimes contra professores e médicos

Pelo texto aprovado, a lesão corporal simples passa a ter reclusão de 2 a 5 anos, enquanto a legislação atual prevê detenção de 3 meses a 1 ano para o mesmo delito.

Ameaça e crimes contra a honra, como calúnia e difamação, terão acréscimo de 1/3 na pena. Incitação ao crime e desacato a funcionário público passam a ter punição dobrada. No constrangimento ilegal, a pena também dobra e é aplicada de forma cumulativa.

Para lesão corporal grave, com resultado de aborto, deformidade permanente ou morte, o projeto estabelece aumento de 1/3 a 2/3 sobre a pena base do crime.

O relator, senador Dr. Hiran (PP-RR), justificou o voto citando a rotina de agressões nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nas escolas. Segundo ele, profissionais da saúde e da educação “acabam recebendo todo o peso da agonia das pessoas”.

O PL 2.672/2025, de autoria do ex-deputado federal Goulart, já havia sido votado pela Câmara dos Deputados. Como o Senado alterou o conteúdo, o texto retorna à Câmara para uma rodada final de votação.

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