Os incêndios em vegetação continuam sendo uma preocupação do Corpo de Bombeiros em Minas Gerais. Apenas entre janeiro e a primeira quinzena de julho deste ano, foram registradas 6.038 ocorrências em todo o estado, média de 31 focos por dia. Com a chegada do período mais seco do ano, a corporação alerta que o risco de queimadas deve aumentar nas próximas semanas e reforça que grande parte dos incêndios poderia ser evitada.
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Maioria dos incêndios em vegetação é causada por ação humana
Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 60% dos incêndios em vegetação começam em lotes vagos. Além dos prejuízos ambientais, as chamas podem atingir imóveis, áreas de preservação e colocar vidas em risco.
O porta-voz da corporação, tenente Henrique Barcellos, afirma que mais de 95% dos casos têm origem em ações humanas, seja por queimadas para limpeza de terrenos ou por incêndios provocados de forma criminosa.
Diante desse cenário, os bombeiros orientam que qualquer foco de incêndio ou suspeita de ação criminosa seja comunicado imediatamente aos canais de emergência.
Estiagem aumenta o risco de queimadas
A preocupação com incêndios em vegetação cresce porque agosto e setembro costumam concentrar as condições mais favoráveis à propagação do fogo.
Neste período, baixa umidade do ar, temperaturas elevadas, ventos mais intensos e longos períodos sem chuva criam um ambiente propício para o avanço das chamas, principalmente em áreas de vegetação seca.
Além disso, a atuação do fenômeno El Niño poderá intensificar esse cenário nos próximos meses. Conforme já trouxemos aqui, o fenômeno pode ser o mais forte registrado nos últimos 150 anos, com 81% de chance de atingir a classificação máxima de intensidade. Sua formação tem impacto direto nas temperaturas, elevando os riscos de desastres naturais.
Além de provocar tempestades isoladas, há o risco iminente de ondas de calor sufocantes, secas prolongadas e um aumento preocupante no risco de incêndios florestais nas áreas mais secas do país nos próximos meses. Vale lembrar que o El Niño de 2023-2024 foi o fator desencadeador das chuvas e enchentes históricas que castigaram o sul do Brasil.