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Fim das Casas Bahia? Varejista fecha as portas de quase 300 lojas e demite cerca de 2 mil funcionários

Rede encerra as atividades de 298 unidades e pode demitir até 3 mil funcionários em meio a um plano de redução de despesas

3 min de leitura
Casas Bahia vai fechar 298 lojas no país | Foto: Divulgação/Casas Bahia

A rede Casas Bahia vai fechar 298 lojas a partir desta sexta-feira (14), em uma das maiores reduções de sua operação nos últimos anos. O número representa cerca de 28,7% das pouco mais de mil unidades que estavam em funcionamento. As informações foram divulgadas pelo jornal Valor Econômico.

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Além do fechamento das lojas, a varejista de móveis, uma das maiores do país, prepara uma rodada de demissões que pode atingir aproximadamente 1,9 mil funcionários entre quinta (13) e sexta-feira (14). Cerca de 600 trabalhadores teriam sido desligados na quinta, enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil cortes são esperados nesta sexta, segundo fontes do jornal.

O número representa aproximadamente 6,7% do quadro de funcionários da empresa. Uma das fontes, porém, afirma que os desligamentos podem chegar a 3 mil trabalhadores. A redução do quadro está entre as maiores já realizadas pela Casas Bahia em sua trajetória.

Por que a Casas Bahia está fechando lojas

O encerramento das unidades e as demissões fazem parte de um plano de redução de custos que deve ser detalhado pela companhia nos próximos dias. A medida ocorre em um momento de pressão sobre os resultados financeiros da varejista.

A empresa já havia sinalizado uma redução da operação em seu balanço do primeiro trimestre de 2026. Na ocasião, foram anunciados os fechamentos de 12 lojas da marca Casas Bahia e outras 14 do Pontofrio, que pertence ao grupo varejista.

A redução das lojas têm sido gradativa: a companhia terminou 2025 com 1.042 lojas, contra 1.064 em 2024. Em 2023, as redes Casas Bahia e Pontofrio somavam 1.078 unidades.

Prejuízo bilionário aumenta pressão sobre a varejista

A situação financeira da Casas Bahia também ajuda a explicar a decisão de reduzir a estrutura física e os custos operacionais.

Em 2024, a companhia chegou a entrar em recuperação extrajudicial diante de um desequilíbrio em sua estrutura de capital. O processo foi posteriormente solucionado após uma negociação com bancos.

Mesmo após a reestruturação, a varejista continuou enfrentando dificuldades com vendas pressionadas e despesas financeiras elevadas. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão, mais que o dobro da perda contabilizada no mesmo período de 2025.

O plano de redução de despesas deverá ser apresentado ao mercado nos próximos dias, juntamente com mais detalhes sobre os impactos da reestruturação.

O resultado do balanço financeiro referente ao segundo trimestre, inicialmente previsto para quarta-feira (12), será divulgado nesta sexta-feira (14). Já a teleconferência da companhia com analistas está marcada para segunda-feira (17), em que provavelmente serão discutidos os próximos passos da empresa.

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