Cidades

Apagão mata mais de 7,7 mil frangos em MG e Justiça condena Cemig a pagar indenização

Três apagões em 2015 pararam os sistemas de climatização dos galpões. O valor final da indenização ainda será calculado na Justiça.

2 min de leitura
Frangos de corte em galpão de agroindústria climatizada, ilustrando empresa que processa Cemig
Foto: Mark Stebnicki/Pexels

A Justiça de Minas Gerais condenou a Cemig a indenizar uma agroindústria de Sete Lagoas pela morte de mais de 7.700 frangos durante apagões registrados em 2015. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (21).

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Foram três interrupções ao longo do ano, em janeiro, março e outubro. Segundo a agroindústria, as quedas paralisaram os sistemas de controle de temperatura e umidade dos galpões, expondo os animais ao calor.

Laudos do IMA e do Mapa garantiram a condenação da Cemig nos três casos 

A decisão de primeira instância cobria só o episódio de outubro, mas a agroindústria recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais e apresentou laudos emitidos pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O relator, juiz Paulo Tristão Machado Júnior, classificou os documentos como “prova qualificada” e o tribunal estendeu a condenação para os três apagões. Os laudos detalhavam a quantidade de aves, a fase de crescimento de cada lote e o total de carcaças encontradas após cada episódio. 

Conta final vai depender do preço do frango vivo 

A agroindústria pediu R$ 74.787,21, valor que incluía as aves mortas e a ração fornecida até o momento das perdas. O montante definitivo ainda não foi fixado.

Na fase de cumprimento da sentença, o cálculo vai usar como referência o preço de mercado do frango vivo por quilo nas datas de cada apagão.

Ao longo do processo, a Cemig atribuiu as falhas a fenômenos naturais e descargas atmosféricas. A empresa defendeu ainda que manter a produção durante quedas de energia seria responsabilidade da própria agroindústria, que deveria contar com geradores.

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