O número de pessoas desaparecidas em Minas Gerais no primeiro semestre de 2026 foi o maior em dez anos. Foram 4.864 registros entre janeiro e junho, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
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O resultado fica 14% acima da média histórica dos primeiros semestres da última década, calculada em 4.254 casos. Frente ao 1º semestre de 2024, o menor da série, o crescimento chega a 48%. Minas é o segundo estado com mais casos no país, atrás de São Paulo, que somou mais de 10 mil no mesmo intervalo.
No Brasil, o mesmo período chegou a 43.910 ocorrências, com 242 casos por dia. A cada seis minutos, um desaparecimento foi registrado em algum ponto do país. Trinta por cento das vítimas têm menos de 18 anos, conforme os dados federais.
Como registrar e divulgar o desaparecimento
Familiares e amigos que perceberem o desaparecimento de alguém devem registrar um boletim de ocorrência imediatamente na delegacia mais próxima. A Lei 13.812/2019 não exige prazo mínimo de espera.
No registro, é necessário descrever a aparência física da pessoa, altura, cor do cabelo, roupa que vestia. Se tiver uma foto recente, leve também.
Para divulgar o caso, o Ministério da Justiça orienta usar somente os canais indicados pela polícia, medida que reduz a ocorrência de trotes e golpes.
Familiares podem ainda coletar DNA gratuitamente nos postos de perícia de MG ao longo do ano. O material é cruzado com perfis de pessoas encontradas sem identificação.