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Super El Ninõ em Minas Gerais ganha força e pico máximo tem data atualizada

Fenômeno pode atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro.

4 min de leitura
Altas temperaturas representando o efeito do El Ninõ em Minas Gerais.
Foto: Banco de Imagens/Canva

O Super El Ninõ segue ganhando força no Oceano Pacífico e deve atingir um período de pico máximo entre a primavera e o verão de 2026 e 2027. Isso vale, inclusive, para as previsões sobre o El Ninõ em Minas Gerais.

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Segundo o boletim mais recente do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), existe mais de 90% de chance do fenômeno ficar ativo até o início de 2027. Além disso, existem chances elevadas de alcançar uma classificação de El Ninõ muito forte.

Em Minas Gerais, o evento está sendo monitorado de perto por conta dos riscos que ele traz para o estado nos próximos meses.

O que é o Super El Ninõ e por que o evento requer cautela

O El Ninõ é um evento que foi registrado pela primeira vez em 1578. Ele é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

Quando esse aquecimento passa de 2°C acima da médica histórica, o evento é considerado muito forte, passando a ser chamado de Super El Ninõ. Em julho, a temperatura da superfície do mar em algumas das áreas de monitoramento já chegavam a 1,4°C acima da média. Esses sinais de aquecimento também foram encontrados em profundidades de até 200 metros.

Esse tipo de acontecimento altera a circulação atmosférica global e influencia os padrões de temperatura e chuva ao redor do planeta.

Por isso, instituições metereológicas de todo mundo, inclusive do Brasil, estão com atenção redobrada no momento.

Como o El Ninõ em Minas Gerais vai se comportar

Diferente do Sul do Brasil, que costuma receber chuvas acima da média, o cenário no estado de MG é outro. Boletins técnicos do Inpe e do Inmet mostram que a primavera de 2026 deve trazer condições mais secas para áreas do Sudeste, incluindo Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, principalmente de setembro até dezembro.

Ao mesmo tempo, outra projeção do Inmet indica chuvas próximas do normal para região Sudeste como um todo, porém ainda com temperaturas altas. Isso levantas questões como o risco de queimadas e a falta de recursos hídricos, coisa que já ocorre em Minas Gerais.

Essa contradição mostra que os efeitos do El Ninõ em Minas Gerais variam com cada metodologia e escala usada para previsão. Mas o ponto comum dos boletins é o alerta na temperatura média e a irregularidade de chuvas na estação.

Alerta da Cemig para Minas Gerais

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) também emitiu alerta técnico sobre o problema. Segundo a companhia, o estado pode enfrentar um início de chuvas tardio na estação chuvosa de 2026 e 2027.

A previsão da Cemig também aponta para temperaturas acima da média no período e da possibilidade de temporais isolados com raios, mesmo em meio a um cenário de estiagem mais prolongada que começou em julho.

Levantamentos também identificaram sinais concretos de agravamento da seca no estado. Entre abril e maio de 2026, 66 municípios brasileiros registraram transição para condição de seca severa. Minas Gerais, junto de Goiás, concentrou mais de metade desses municípios.

O oeste mineiro também aparece entre as áreas do país com seca moderada e severa registradas esse ano. A vulnerabilidade às mudanças climáticas também não é uniforme dentro do estado.

Cerca de 13% dos municípios mineiros são classificados como extrema vulnerabilidade climática, concentrados principalmente na região Norte de Minas e do Jequitinhonha.

Quando o El Ninõ atinge seu pico máximo?

As projeções mais recentes indicam que o Super El Ninõ vai ter intensidade máxima em outubro e dezembro de 2026. Mas seus reflexos podem se estender pelo verão de 2027.

No estado de Minas, a expectativa é que os efeitos desse evento se intensifiquem gradualmente pela segunda metade do ano, combinando as temperaturas altas com irregularidade de chuvas e risco de incêndios.

Apesar das previsões, os órgãos responsáveis pelo monitoramento reforçam que o El Ninõ não determina sozinho onde cada evento climático deve acontecer.

Por isso, o acompanhamento de boletins meteorológicos é essencial para que produtores rurais, defesa civil e a população se mantenham preparados para os meses de instabilidade que estão por vir em Minas Gerais.

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