O mercado de sorvete em Minas Gerais chega ao Dia do Sorvete, celebrado em 23 de setembro, com números que mostram a força do setor na economia estadual.
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Segundo dados da RAIS/MTE de 2025, o estado tem 484 empresas fabricantes de sorvetes, responsáveis por 3.243 empregos formais e uma massa salarial anual de R$ 85,6 milhões.
O segmento também é dominado por negócios pequenos e familiares. Segundo Wander Bertolace de Carvalho, presidente do Sindicato da Indústria de Sorvetes do Estado de Minas Gerais (Sindisorvete MG), 97% das empresas mineiras do setor são micro e pequenas, muitas delas com décadas de história, algumas funcionando há 30, 40, 50 e até 70 anos.
Sorvete lidera exportações da indústria de laticínios
O produto também tem papel de destaque no comércio exterior. No primeiro semestre de 2026, os sorvetes responderam por 37% de todas as vendas externas da indústria brasileira de laticínios, segundo a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).
Ainda de acordo com a federação, o valor exportado do produto foi mais de quatro vezes superior ao valor importado no mesmo período, o que reforça a posição do Brasil como exportador líquido de sorvete no mercado internacional.
O início de 2026 também trouxe um movimento diferente para o emprego no setor. Enquanto o Brasil registrou uma retração de 181 postos de trabalho na fabricação de sorvetes no primeiro trimestre, Minas Gerais foi na contramão e teve saldo positivo de 51 novos empregos formais no mesmo período, mostrando um desempenho acima da média nacional para o setor no estado.
Consumo segue firme, mas com novas exigências
Apesar de todo o histórico e tradição, o setor não vive parado no tempo. Pesquisas recentes mostram que o sorvete segue presente na rotina de boa parte da população, sendo consumido semanalmente por mais da metade dos entrevistados.
Entre os fatores que mais pesam na hora da escolha estão a experiência oferecida pela sorveteria, o sabor intenso, a cremosidade do produto e, cada vez mais, a busca por opções premium, gourmet e funcionais.
Essa mudança de comportamento também tem levado a indústria a investir em inovação. Redução no uso de açúcar, adição de proteínas e o desenvolvimento de versões funcionais já fazem parte da estratégia de diferentes fabricantes, que tentam equilibrar sabor e bem-estar para acompanhar o consumidor que busca mais saúde sem abrir mão do prazer de comer um sorvete.