O Agro em Ação reuniu mais de 8 mil produtores rurais, lideranças e representantes do agronegócio em seis regiões de Minas Gerais.
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A mobilização foi promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), em parceria com os Sindicatos dos Produtores Rurais (SPRs), entre 15 de setembro e 2 de outubro.
O ciclo de encontros percorreu Teófilo Otoni, Muriaé, Passos, Uberaba, Montes Claros e Belo Horizonte, levando a diferentes territórios do estado análises sobre o cenário atual e o futuro da agropecuária.
A proposta da Faemg foi ampliar o espaço de participação dos produtores rurais nas discussões que afetam diretamente o setor.
Como foi a programação em cada região
O evento teve início em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, reunindo cerca de 2 mil produtores rurais e lideranças. Na sequência, o Agro em Ação passou por Muriaé, na Zona da Mata, e por Passos, no Sul de Minas, etapa que reuniu cerca de 1.300 pessoas e levou o total acumulado do ciclo a mais de 4 mil participantes até aquele momento.
As últimas três etapas ocorreram em Uberaba, voltada ao público do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba, com cerca de 1.000 participantes, seguida por Montes Claros e, por fim, Belo Horizonte, que encerrou o circuito em 2 de outubro. Juntas, as seis edições somaram o total de mais de 8 mil produtores, lideranças e representantes do agronegócio mineiro.
O papel do analista político Caio Coppolla
Todas as etapas do Agro em Ação contaram com a participação do comentarista e analista político Caio Coppolla, especialista em gestão, inovação e desenvolvimento do agronegócio.
As apresentações trouxeram um exercício de prospecção sobre os possíveis rumos do país, com base em pesquisas de opinião e levantamentos sobre o cenário político e econômico nacional.
Essa análise ganhou peso adicional pelo momento em que o ciclo de encontros aconteceu, às vésperas do período eleitoral no Brasil.
A proposta das palestras foi ajudar os produtores a entender como decisões tomadas fora do campo, nas esferas política e econômica, podem impactar diretamente a atividade rural nos próximos anos.
Mobilização e representatividade do setor
Durante as seis etapas, a Faemg reforçou a mensagem de que os produtores rurais precisam ampliar sua presença nos debates públicos e mostrar à sociedade a realidade do trabalho no campo, de forma organizada e representativa.
O lema que acompanhou o ciclo, “o agro não pode parar”, resumiu essa chamada à mobilização da categoria.
A iniciativa também teve como objetivo fortalecer a articulação entre a Federação, os sindicatos regionais e a base de produtores, com foco na união da classe produtiva mineira.
Relatos colhidos ao longo do ciclo, como o de produtores da região de Lima Duarte, reforçaram a importância de acompanhar não apenas os aspectos técnicos da produção, mas também os acontecimentos que ultrapassam os limites das propriedades rurais.
O que o ciclo representa para o setor
Com a realização das seis etapas, o Agro em Ação 2026 consolidou uma estratégia de mobilização regional da Faemg, aproximando a entidade dos produtores rurais e levando a diferentes territórios de Minas Gerais informações e análises sobre temas que impactam diretamente a atividade agropecuária.
O formato itinerante permitiu alcançar públicos de regiões bastante distintas do estado, do Vale do Mucuri ao Triângulo Mineiro.
Para o setor, a expectativa é que esse tipo de iniciativa continue sendo usado como ferramenta de aproximação entre a Faemg e a base produtiva, especialmente em anos marcados por eleições, quando decisões políticas tendem a ter efeito direto sobre o funcionamento do agronegócio mineiro.