Regional Geral

Agro em Ação passa por seis regiões de MG, discutindo o futuro do setor

Quase 2 mil pessoas participaram da primeira etapa, em Teófilo Otoni.

3 min de leitura
Agronegócio, representando as discussões no Agro em Ação.
Foto: Banco de Imagens/Canva

O ciclo de encontros Agro em Ação, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais em parceria com os Sindicatos dos Produtores Rurais, começou a percorrer seis regiões do estado para discutir os desafios e as perspectivas do setor agropecuário mineiro.

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A primeira etapa aconteceu no Expominas de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, e reuniu cerca de 2 mil pessoas, entre produtores rurais, lideranças e representantes do agronegócio da região.

O evento contou com parceria do Sindicato dos Produtores Rurais local e teve na programação uma palestra do comentarista político Caio Coppolla.

Como foi a primeira etapa do Agro em Ação

O encontro em Teófilo Otoni reforçou o processo de diversificação de culturas que vem sendo adotado por produtores da região do Vale do Mucuri, área historicamente associada a atividades como a pecuária, mas que tem ampliado sua produção agrícola nos últimos anos. A mobilização do público foi apontada pelos organizadores como um dos pontos altos dessa primeira edição.

Além da palestra sobre o cenário econômico e político do país, o evento serviu como espaço de aproximação entre a diretoria da Faemg e os produtores da região, reforçando o papel dessas rodadas de conversa como canal direto entre a entidade e a base de associados espalhada pelo interior mineiro.

Próximas cidades do ciclo Agro em Ação

Depois de Teófilo Otoni, o Agro em Ação segue para outras cinco cidades mineiras. A próxima parada será Muriaé, na Zona da Mata, no dia 22 de setembro, seguida por Passos, no Sudoeste de Minas, em 24 de setembro.

O calendário continua em Uberaba, no Triângulo Mineiro, no dia 28 de setembro, e em Montes Claros, no Norte do estado, em 30 de setembro.

O ciclo se encerra em Belo Horizonte, no dia 2 de outubro, na Casa Vereda, reunindo representantes de diferentes regiões produtoras em um encontro final na capital.

Por que o agronegócio pesa tanto na economia mineira

O momento do ciclo de encontros reforça a relevância que o setor tem hoje para a economia do estado. Segundo dados divulgados pela Fundação João Pinheiro em parceria com a Faemg, o agronegócio mineiro atingiu em 2025 o recorde histórico de R$ 279 bilhões em Produto Interno Bruto, passando a representar 24,1% de toda a economia estadual, a maior participação desde o início da série histórica, iniciada em 2010.

O resultado foi puxado principalmente pela valorização dos preços agropecuários, que subiram em média 16% no ano, com destaque para o café, cujo preço avançou 58,6% mesmo com queda de 10% na produção, e para o algodão, que teve alta de 106,6% no preço e crescimento de 48% no volume produzido.

Juntas, as cadeias de café, leite, soja e bovinos respondem por cerca de 70% do valor bruto da produção agropecuária de Minas Gerais.

Desafios apontados para as próximas safras

Apesar do resultado recorde de 2025, o setor sinaliza preocupação com fatores que podem afetar os próximos ciclos agrícolas. Entre eles está a possibilidade de formação de um Super El Niño, fenômeno climático que pode alterar o regime de chuvas em diferentes regiões do país e impactar diretamente a produtividade das lavouras.

Outro ponto de atenção citado por representantes do setor é o volume de recursos do Plano Safra 2026/2027, considerado insuficiente diante da necessidade estimada de financiamento da agricultura brasileira.

Além disso, também foi colocado em questão o aumento no custo do crédito rural e da redução de recursos destinados ao seguro rural, itens que costumam pesar diretamente no planejamento financeiro dos produtores ao longo do ano.

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