Geral

Anvisa aprova nova caneta de semaglutida da EMS

Yluméc é registrado como similar e "clone" do Ozivy, também da farmacêutica brasileira, e tem uso liberado para diabetes tipo 2.

3 min de leitura
Pessoa aplicando caneta de semaglutida.
Foto: Banco de Imagens/Canva

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova caneta de semaglutida da EMS, batizada de Yluméc. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (31) no Diário Oficial da União e libera o uso do medicamento para adultos com diabetes tipo 2, associado a dieta e atividade física.

✅ Siga o nosso canal no WhatsApp

O Yluméc utiliza o mesmo princípio ativo de medicamentos já conhecidos no país, como Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk. Apesar disso, ele não é um genérico: foi registrado pela Anvisa como medicamento similar, na modalidade “clone”, tendo como referência o Ozivy, outro produto à base de semaglutida da própria EMS, aprovado em maio deste ano.

Isso significa que o novo remédio reaproveita o mesmo processo de registro do Ozivy, que segue como produto matriz da farmacêutica.

Como funciona essa caneta de semaglutida da EMS

O medicamento foi liberado em quatro apresentações, todas em solução injetável de aplicação subcutânea, com concentração de 1,34 mg por mililitro. As opções variam entre cartuchos de 1,5 ml e 3 ml, com uma ou duas canetas aplicadoras e diferentes quantidades de agulhas inclusas, dependendo da apresentação escolhida. O registro concedido pela Anvisa é válido até agosto de 2036, com validade de 24 meses para cada apresentação.

A semaglutida age imitando o hormônio GLP-1, produzido naturalmente pelo corpo, que participa do controle da glicose no sangue e da sensação de saciedade.

É esse mecanismo que ajuda a controlar a glicemia em pacientes com diabetes tipo 2, podendo ser usado de forma isolada ou combinado a outras terapias, conforme avaliação médica. Vale destacar que, apesar de a substância também ser associada a tratamentos para emagrecimento, a indicação aprovada para o Yluméc é especificamente voltada ao controle da diabetes.

Mesmo com o registro sanitário concluído, o Yluméc ainda não tem data prevista para chegar às farmácias brasileiras. Antes da comercialização, o medicamento precisa passar pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por definir o preço máximo permitido para venda no país.

EMS amplia portfólio de medicamentos com semaglutida

Com a aprovação do Yluméc, a EMS passa a ter três produtos registrados com semaglutida no Brasil, em categorias regulatórias diferentes: o Ozivy, aprovado em maio; um medicamento genérico de semaglutida, liberado em agosto sem nome comercial próprio; e agora o Yluméc.

Ter mais de uma marca para a mesma substância pode funcionar como estratégia comercial da farmacêutica, ampliando as opções dentro do próprio portfólio.

O movimento reflete a abertura do mercado brasileiro de semaglutida depois do fim da patente relacionada ao medicamento original. Só neste ano, a Anvisa já aprovou outras canetas do princípio ativo produzidas por diferentes fabricantes, entre elas Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy, Orsema e o Semaclique, da Germed, ampliando a concorrência e as opções de tratamento disponíveis para pacientes no país.

Conteudos relacionados

Visão de cima de onde serão produzidas vacinas de RNA.

Geral

UFMG cria centro para vacinas de RNA contra malária e câncer

Mulher segura celular com aplicativo da Receita Federal aberto para consultar a restituição do Imposto de Renda 2026

Economia

Receita paga último lote do imposto de renda nesta segunda (31); veja como consultar

Cachorro recebendo vacinação antirrábica.

Geral

Vacinação antirrábica começa na zona rural de Araxá