Regional Economia

BH recebe o maior evento de cachaça do mundo nesta semana

MG concentra 36,6% dos produtores formalizados do país e domina a maior feira do setor, que projeta R$ 30 milhões em negócios

2 min de leitura
Visitantes circulam entre estandes na Expocachaça 2026, no CenterMinas Expo, em Belo Horizonte
Foto: Divulgação/Expocachaça

Minas Gerais concentra mais de um terço da produção nacional de cachaça de alambique, e é em Belo Horizonte que o setor se reúne a partir desta quinta-feira (6/8). A Expocachaça 2026 abre a 35ª edição no CenterMinas Expo com mais de 2 mil marcas, estandes de produtores e shows ao vivo até sábado (8). A organização projeta R$ 30 milhões em negócios no período.

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O peso mineiro no mercado vem documentado no Anuário da Cachaça 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). São 564 dos 1.538 produtores formalizados no país, 36,6% do total. Dos mais de 8,3 mil produtos registrados, 2.922 saem de alambiques de MG, 34,9% da produção cadastrada.

O que tem na Expocachaça 2026

Além da vitrine de cachaças, a programação inclui cervejas artesanais, doces mineiros e atrações gastronômicas. A grade de shows cobre os três dias com bandas de rock, sertanejo e tributes.

A edição traz ainda o lançamento do Selo Nacional da Cachaça de Alambique, da Associação Nacional da Cachaça de Alambique (Anpaq), que vai rastrear cada garrafa certificada por numeração serial e QR Code com dados do produtor e do processo de fabricação. A Universidade Federal de Lavras (Ufla) lança também a 5ª edição do livro “Produção de Aguardente de Cana”.

Tudo das 12h à meia-noite. Ingressos estão disponíveis no site oficial da Expocachaça, pela Sympla ou na bilheteria do local.

O mercado externo

As exportações chegaram a 7,96 milhões de litros em 2025, crescimento de 19,4% sobre 2024. Em receita, as vendas externas somaram US$ 17,07 milhões, alta de 17,4%, com destino a 76 países. Os Estados Unidos responderam por cerca de 24% do total em valor; o Paraguai liderou em volume, com 16,9% dos embarques.

O Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) avalia que esses números ainda ficam abaixo do potencial real do produto no exterior. A entidade aponta a carga tributária sobre o destilado e a ausência de isonomia fiscal no segmento de bebidas como os principais fatores que travam a competitividade da cachaça brasileira no mercado internacional. O tema entra na programação técnica do evento, com painéis sobre internacionalização e reforma tributária.

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