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Pix, caixa e aplicativo: O que realmente para de funcionar com a greve dos bancos em MG

Após sete rodadas sem acordo, bancários aprovam paralisação de 24 horas e agências podem ter atendimento reduzido

2 min de leitura
Mão pressionando tecla de caixa eletrônico durante greve dos bancários
Foto: Eduardo Soares/Pexels

Os bancários param nesta quinta-feira (20) em todo o país, incluindo Minas Gerais. A greve tem duração prevista de 24 horas.

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A categoria rejeitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) após sete rodadas de negociação. Segundo os sindicatos, a federação não apresentou qualquer índice de reajuste salarial na última rodada, realizada em 13 de agosto, apesar de ter assumido esse compromisso anteriormente.

Na rodada seguinte, na terça-feira (18), a Fenaban retirou dois pontos rejeitados pela categoria, o reajuste escalonado por faixas e o teto para o piso salarial. Mesmo assim, o índice de reajuste não foi apresentado e os sindicatos mantiveram a paralisação. A Fenaban, em nota à CNN Brasil, não comentou os pontos específicos do impasse e disse que as negociações seguem dentro do prazo previsto, com expectativa de acordo entre as partes. 

Greve dos bancários tem aprovação de até 95% nos estados

A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na segunda-feira (17) e registrou índices altos em vários estados. Em São Paulo, quase 90% dos participantes votaram a favor. No Distrito Federal, a aprovação chegou a 95% em assembleia virtual. No Rio de Janeiro, dos 1.808 trabalhadores que votaram, 1.760 rejeitaram a proposta da Fenaban e 1.709 decidiram aderir à paralisação. 

Em Minas Gerais, a greve dos bancários é conduzida pelo Sindicato dos Bancários de BH e Região. Na Bahia, a entidade representativa da categoria afirmou, em nota, que a proposta da Fenaban “não serve”, segundo a Rádio Itatiaia.

Os sindicatos pedem reajuste acima da inflação, melhora na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e nos benefícios de alimentação. Também exigem interrupção do fechamento de agências, proteção dos postos de trabalho e medidas contra sobrecarga e adoecimento dos funcionários.

O que muda no atendimento

As agências não fecham automaticamente. A paralisação depende da organização dos trabalhadores em cada unidade. 

O atendimento presencial pode ser reduzido ou suspenso em algumas delas. Pelo internet banking e pelos aplicativos, operações como Pix, transferências e consulta de saldo devem funcionar sem interrupção. Caixas eletrônicos também devem operar normalmente para saques e depósitos, assim como o pagamento de boletos pelos canais digitais.

Uma nova rodada de negociações entre sindicatos e Fenaban está agendada para segunda-feira (24).

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