Economia Geral

França deixa de cobrar vistos para brasileiros a partir de julho; entenda para qual região a medida é válida

Isenção vale a partir de 31 de julho e permite estadia de até 30 dias em seis meses

2 min de leitura
Brasileiros não precisam mais de visto para entrar na Guiana Francesa | Foto: Reprodução/Gov

A França deixará de exigir visto de brasileiros que viajarem para a Guiana Francesa a partir de 31 de julho, em uma fase inicial de testes. A oficialização ocorreu nesta quarta-feira (01/07), no Palácio do Itamaraty, durante encontro entre o ministro francês da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira. A decisão atende a uma reivindicação antiga de autoridades do Amapá, estado que faz fronteira com o território ultramarino francês.

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O que muda para brasileiros que viajam para a Guiana Francesa

Embora a Guiana Francesa integre o território francês, as normas de entrada são diferentes das adotadas na França continental. Até o momento, cidadãos brasileiros precisam apresentar visto para ingressar na região.

Com a mudança, brasileiros poderão permanecer na Guiana Francesa por até 30 dias dentro de um período de seis meses, sem a necessidade do documento. A iniciativa já havia sido anunciada em junho de 2025 pelo presidente da França, Emmanuel Macron.

Para o chanceler Mauro Vieira, os benefícios vão além do turismo.

“A isenção do visto incentivará a travessia legal e contribuirá para o desenvolvimento do Amapá e da Guiana Francesa. Contribuirá também para o combate ao crime na fronteira, proporcionando o maior registro e coleta de informações”, declarou.

A importância para o Amapá e a fronteira com a Europa

A flexibilização faz parte de um acordo de cooperação em segurança pública firmado pelos dois ministros durante o encontro. Participaram da solenidade o governador do Amapá, Clécio Luis (União), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e a medida também era defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Para o governador Clécio Luis, a mudança facilita a circulação de moradores da região de fronteira para atividades econômicas e sociais, podendo ser o primeiro passo para novas relações comerciais.

Em entrevista à CNN, ele revelou que “a gente ganha nesta cooperação, teremos mais produtos sendo vendidos. Mas este não é o grande mercado, é o mercado imediato. Tem o mercado da União Europeia. E como há em curso o acordo de livre comércio Mercosul-UE, essa fronteira é uma porta de entrada para os produtos”.

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