Cidades

Grande BH pode ter queda de 70% em mortes no trânsito; entenda o plano de R$ 35 bilhões

São 14 projetos que precisariam triplicar a malha de transporte coletivo em nove municípios da RMBH até 2054

2 min de leitura
Trânsito intenso na Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte, cenário do debate sobre mortes no trânsito na Grande BH
Foto: Malcoln Oliveira/Pexels

A Grande BH pode registrar 70% menos mortes no trânsito até 2054. A projeção vem de um levantamento do BNDES com o Ministério das Cidades e depende da implantação de 14 projetos de mobilidade na Região Metropolitana. O estudo também aponta queda de 21% no tempo de viagem dos moradores.

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O investimento necessário é estimado em R$ 35,5 bilhões, distribuídos entre novos corredores de BRT, ampliação do metrô e implantação de um sistema de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), beneficiando nove municípios da região. Para isso, a malha de transporte coletivo precisaria mais que triplicar, passando de 84 para 314 quilômetros.

Como os projetos podem conter as mortes no trânsito na Grande BH

A estimativa foi elaborada a partir das projeções demográficas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, com mais passageiros migrando para o transporte coletivo, a exposição ao risco cai, já que ônibus, metrôs e VLTs envolvem menos acidentes graves do que veículos individuais.

Com as obras operacionais em 2054, o número de pessoas atingidas por acidentes, entre mortos e feridos, poderia diminuir em 3.313. A nova rede teria capacidade para atender 1,4 milhão de passageiros por dia.

Para Alysson Coimbra Carvalho, diretor da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (ABRAMET), a infraestrutura é condição necessária, mas não suficiente. Em declaração ao O Tempo, ele afirmou que uma redução dessa magnitude depende também de fiscalização, educação para o trânsito, controle de velocidade e renovação de frota.

O que já existe e o que ainda falta

A RMBH opera com 73% menos transporte coletivo do que o necessário, de acordo com o levantamento. 

Nenhum dos 14 projetos é inédito. Todos foram identificados pelo estudo em planos de mobilidade e urbanismo já existentes, com datas entre 2017 e 2024. Três deles têm contrato firmado com a Prefeitura de Belo Horizonte: BRT Amazonas, BRT Anel Rodoviário e BRS Pedro II, que somam cerca de 31 quilômetros e custo estimado de R$ 2 bilhões. O BRT Amazonas conta com financiamento de US$ 80 milhões do Banco Mundial, dentro de um pacote total de US$ 100 milhões.

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