O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou nesta terça-feira (21/7) a operação “A Porta É Larga” para investigar um suposto esquema de fraudes em concurso público da Câmara Municipal de Minduri, no Sul de Minas. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Minduri e Andrelândia.
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Como o esquema foi descoberto
A investigação começou após a presidente da Câmara de Minduri comunicar ao MPMG suspeitas de irregularidades no concurso para preenchimento de cargos da Casa Legislativa.
Segundo as apurações, uma servidora comissionada relatou ter sido procurada por um servidor público da Prefeitura de Minduri, que teria oferecido uma vaga no concurso mediante pagamento de R$ 15 mil.
A mulher não aceitou a proposta nem realizou qualquer pagamento. Mesmo assim, ao prestar a prova marcando todas as respostas como alternativa A no gabarito, foi aprovada em segundo lugar — o concurso oferecia duas vagas. O caso foi determinante para comprovar a manipulação dos resultados após a aplicação das provas.
Como funcionava o esquema de fraudes em concurso público de MG
Segundo o MPMG, o esquema seria liderado por um advogado ligado à empresa responsável pela organização do certame. Os candidatos eram abordados e recebiam a oferta de aprovação garantida mediante pagamento.
Além disso, o servidor público, apontado como intermediador da negociação, também teria sido responsável pelo processo licitatório que contratou a empresa organizadora do concurso. Com isso, a Cássia Aparecida de Oliveira, que atua com o nome fantasia CAP Concursos Públicos, ganhou a licitação por um preço muito inferior ao dos concorrentes.
Os crimes investigados incluem falsidade ideológica, supressão de documento público, fraude em certame público, corrupção passiva, frustração do caráter competitivo de licitação e possível associação criminosa.
Outras cidades e estados também são investigados
O MPMG apura indícios de que a empresa organizadora pode ter adotado o mesmo método de fraudes em concurso público em outros municípios de Minas Gerais, além de Mato Grosso e São Paulo.
Em Minas Gerais, os concursos investigados envolvem prefeituras e câmaras de São Lourenço, Passa Quatro, Lagoa Formosa, Itaú de Minas, Bias Fortes, Paulo Cândido e outras cidades. Fora do estado, as investigações alcançam as prefeituras de Nova Santa Helena e Diamantino, no Mato Grosso, e de Jumirim, em São Paulo.