O Consórcio Alargamento do Viaduto BH Shopping deixa as obras do trevo do Belvedere com mais de R$ 2 milhões em multas a pagar e proibido de assinar novos contratos com a Prefeitura de Belo Horizonte por dois anos. Nesta quarta-feira (8), a Construtora Itamaracá assumiu o canteiro para dar sequência aos serviços.
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O prefeito Álvaro Damião esteve no local pela manhã e acompanhou o reinício dos trabalhos, após mais de um mês de paralisação.
Por que o contrato anterior foi encerrado
Segundo a administração municipal, o consórcio acumulou registros de execução deficiente, desrespeito ao cronograma e descumprimento de exigências técnicas. A fiscalização emitiu notificações, mas, de acordo com a prefeitura, as correções não vieram.
O grupo resistiu à rescisão e alegou que erros no projeto entregue pela prefeitura e a proibição judicial de remover árvores na área explicariam os atrasos. O município rejeitou os argumentos e manteve a punição.
O que muda no trevo do Belvedere
A obra prevê faixas extras nos dois lados do viaduto para ampliar a capacidade de escoamento entre a MGC-356 e a Avenida Raja Gabaglia, ponto de gargalo recorrente no trânsito da capital.
Os serviços foram iniciados em julho de 2025 e interrompidos em junho deste ano, quando a rescisão foi confirmada. A Construtora Itamaracá, segunda colocada na licitação original, foi convocada sem necessidade de novo processo seletivo, mecanismo previsto em lei para esses casos.
O investimento total da ampliação é de R$ 16 milhões.