A greve dos Correios encerrou nesta sexta-feira (25) após uma paralisação de 15 dias. A categoria formalizou a decisão em assembleia e já começou a voltar aos postos a partir das 22h de quinta (24).
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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) concluiu o julgamento da negociação trabalhista conduzida na Justiça, e decidiu, por maioria de votos, que a paralisação não configurou abuso. A estatal havia pedido essa classificação e também uma penalidade de R$ 100 mil cobrada dos sindicatos da categoria. Ambos os pedidos foram negados.
O que o TST definiu para os trabalhadores
A correção salarial ficou em 4,09%, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), com efeito desde 1º de agosto. O mesmo percentual se aplica ao vale-refeição e à bolsa-creche. Outras 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho foram mantidas.
Os dias parados não serão descontados, mas a forma de compensação ainda depende da publicação do acórdão, o texto oficial com a decisão completa do tribunal. O Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos de São Paulo (Sintect-SP) informou que vai aguardar esse documento antes de orientar a categoria. O conflito central que originou a paralisação, porém, permanece sem solução.
Plano de saúde segue como impasse da greve dos Correios
A disputa envolve o plano de saúde oferecido a funcionários, aposentados e dependentes, um benefício presente na categoria há cerca de 40 anos. A greve teve início em 10 de setembro por causa desse tema.
A empresa quer deixar de atuar como mantenedora do plano. Para a estatal, encerrar esse papel reduziria uma exposição financeira que já acumula provisões de quase R$ 600 milhões. Os trabalhadores rejeitam a alteração.
O secretário da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), Emerson Marinho, afirmou à Exame que a entidade “vai lutar para reconquistar esse direito”. O TST determinou a manutenção das condições atuais do benefício enquanto nenhuma alternativa for formalizada.