Trabalhadores dos Correios entraram em greve na madrugada desta sexta-feira (11) em quase todo o Brasil. Em Minas Gerais, a adesão foi confirmada na quinta (10), quando a categoria recusou a proposta da empresa nas negociações salariais de 2026 e deflagrou a paralisação por tempo indeterminado.
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Os Correios e os trabalhadores passaram por várias rodadas de negociação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), todas sem avanço. O impasse central está no plano de saúde da categoria.
O que levou à greve dos Correios
O principal ponto de discordância é o CorreiosSaúde II, plano que atende trabalhadores, aposentados e familiares. Segundo a Findect, federação nacional que representa os empregados dos Correios, a empresa chegou a propor deixar de bancar o plano, com possibilidade de contratar outra operadora.
Na última proposta apresentada, os Correios defenderam a formação de um grupo paritário, com representantes de ambos os lados, com até 120 dias para examinar outros formatos para o plano. As regras do CorreiosSaúde II seriam preservadas durante esse prazo.
A Findect disse estar aberta a retomar as negociações com a direção da empresa. Os Correios não se manifestaram sobre a paralisação até o fechamento desta reportagem.
Outras exigências que travam o acordo
O Sintect-MG, sindicato estadual da categoria, aponta reivindicações adicionais que motivaram a adesão em Minas Gerais. A categoria exige a manutenção do adicional de férias de 70%, do pagamento diferenciado por trabalho em dias de descanso e de um bônus anual pago no encerramento do ano. O sindicato também é contra a transferência dos custos do plano de saúde para os próprios trabalhadores.
Em Belo Horizonte, o Sintect-MG realiza um ato público nesta sexta (11) na sede central dos Correios, na Avenida Afonso Pena, região central da capital.
Além de Minas Gerais, outros 25 estados aderiram à paralisação. Entre eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Tocantins, Amazonas, Amapá, Alagoas, Espírito Santo e Distrito Federal. No Acre, a assembleia estava marcada para esta sexta.