O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a Operação Máscara Oculta, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes com falsos investimentos. A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e Contagem, em uma investigação que apura crimes de estelionato digital, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
De acordo com o MPMG, as empresas ligadas ao esquema já identificado movimentaram mais de R$ 15 milhões, embora o número de vítimas e o prejuízo total ainda estejam sendo levantados.
Como funcionava o esquema investigado na Operação Máscara Oculta
Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais para atrair pessoas interessadas em aplicações financeiras. Após o primeiro contato, as vítimas eram convidadas a participar de grupos de mensagens, onde supostos especialistas financeiros apresentavam oportunidades de investimento com promessas de alta rentabilidade.
Na sequência, os participantes eram orientados a transferir dinheiro para empresas que se apresentavam como gestoras de investimentos ou instituições do mercado financeiro.
Ainda conforme o Ministério Público, essas empresas funcionavam apenas como fachada. Elas eram abertas em nome de terceiros, utilizavam nomes que transmitiam credibilidade e permaneciam ativas por pouco tempo.
Depois de receber os depósitos, os valores eram distribuídos entre diversas contas bancárias, enquanto as empresas eram encerradas e substituídas por novas estruturas para dar continuidade ao golpe.
Uma das empresas investigadas, por exemplo, operou durante cerca de dois meses e recebeu mais de R$ 5 milhões em depósitos.
Celulares e computadores foram apreendidos
Durante a Operação Máscara Oculta, foram apreendidos celulares, computadores, notebooks e pen drives que serão submetidos à perícia para auxiliar no avanço das investigações.
O Ministério Público também solicitou à Justiça a prisão dos investigados, mas os pedidos não foram autorizados.
A operação mobilizou dois promotores de Justiça, um delegado da Polícia Civil e 26 policiais militares. As investigações são conduzidas pela Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) Regional de Varginha.