O prazo para sacar dinheiro das bets acaba às 23h59 desta segunda-feira (5). Apostadores com saldo em plataformas autorizadas têm até esse horário para movimentar os valores.
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A partir de terça (6), aplicativos e sites do setor ficam indisponíveis. O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), os provedores de acesso e as lojas de aplicativos encerram o serviço ao mesmo tempo.
O que acontece se você não sacar a tempo
Perder o prazo não significa perder o dinheiro. O governo determinou que os bancos vinculados às casas de apostas devolvam os recursos entre 9 e 14 de outubro, com base no CPF de cada titular.
Para isso, as empresas têm entre 7 e 8 de outubro para repassar às instituições financeiras o saldo de cada usuário.
Após 14 de outubro, a Caixa Econômica Federal entra como intermediária nos casos em que algum impedimento bloquear a devolução direta.
O governo informou que usuários que tentarem acessar as plataformas depois do bloqueio encontrarão uma tela de aviso com instruções sobre como recuperar os valores.
Impacto financeiro e resposta do setor
Relatório do Comsefaz divulgado em agosto apurou que os apostadores brasileiros transferiram R$ 62,5 bilhões líquidos (já descontados os saques) para as plataformas ao longo de 2025. A perda mensal média ficou em R$ 4,7 bilhões entre outubro de 2024 e março de 2026.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) contestou os números. A entidade afirmou ao G1 que o estudo tem “erros graves” por ignorar fatores econômicos que explicariam parte do crescimento no uso do PIX.
Desde janeiro de 2025, o setor gerou R$ 15,3 bilhões em tributos federais, conforme a Receita Federal. O valor inclui R$ 8,94 bilhões recolhidos no ano passado e mais R$ 6,32 bilhões entre janeiro e agosto de 2026.
Entidades contestam a proibição na Justiça
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a ANJL anunciaram que vão contestar a Medida Provisória na Justiça. Em nota, as entidades alertaram que a proibição das plataformas legais pode empurrar os apostadores para sites clandestinos, sem fiscalização.
Um projeto de lei enviado ao Congresso prevê cinco novos crimes. Quem explorar ou operar apostas de quota fixa ficará sujeito a pena entre 4 e 6 anos de reclusão, além de multa. A pena sobe em um terço quando a plataforma envolver jogos virtuais online, como cassinos digitais e o “jogo do tigrinho”.