O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste do Bolsa Família de 15,04%. O piso do benefício sobe de R$ 600 para R$ 691 e começa a valer na folha de outubro.
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O comunicado foi feito pelos ministros Miriam Belchior, da Casa Civil, e Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, em ato no Palácio do Planalto.
Com o reajuste, o valor médio pago pelo programa passa de R$ 675 para R$ 777.
O custo do ajuste ainda em 2026 é de R$ 5,8 bilhões. Para o próximo ano, o impacto estimado é de R$ 22 bilhões, o que exige alteração na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. Encaminhada ao Congresso em agosto, a proposta ainda não tem data para votação.
Por que o reajuste do Bolsa Família chegou a 15%
O índice aplicado foi o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado entre janeiro de 2023, quando o programa voltou a ser pago com piso de R$ 600, e agosto deste ano. O resultado apontou defasagem de 15,04%, valor que supera os 4,22% de inflação acumulados no último ano.
“A lei do Bolsa Família nos concede uma autorização para fazer a reposição inflacionária para garantir o poder de compra dos beneficiários do Bolsa Família”, afirmou o ministro Bruno Moretti durante o ato no Planalto.
Como a redução da fila do INSS abriu espaço no orçamento
O governo atribuiu a abertura orçamentária à redução da fila de benefícios do INSS. Moretti afirmou que o processo ocorreu “com eficiência tal que há sobra de recursos”, sem alterar o total de despesas.
O contingente de segurados com análise pendente por mais de 45 dias soma 224 mil pessoas, número que o governo considera baixo.
A LOA de 2027 precisará ser ajustada para incluir os R$ 22 bilhões previstos. A proposta está em análise pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), mas só pode avançar após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).