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Apostadores brasileiros têm R$ 1,3 bilhão de saldo após fim das bets; entenda para onde vai esse dinheiro

Governo estima que pelo menos 26 milhões de apostadores ainda tenham valores nas plataformas; bancos terão até 14 de outubro para concluir os pagamentos

2 min de leitura
As devoluções aos apostadores começam no dia 9 de outubro | Foto: Agência Senado

Com o fim das operações das plataformas de apostas no Brasil, há cerca de R$ 1,3 bilhão de saldo em bets, valor que ainda precisa ser devolvidos aos apostadores. O montante foi informado nesta terça-feira (6) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, justamente no primeiro dia em que as plataformas deixaram de operar oficialmente no país.

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Agora, o dinheiro seguirá um processo de restituição por meio das instituições financeiras. As empresas de apostas que estavam autorizadas a funcionar no Brasil devem encaminhar aos bancos os valores restantes vinculados a cada cliente, identificados pelo CPF.

A transferência das informações começou ontem, dia 6, e vai até esta quarta-feira (7). Depois disso, os bancos terão de realizar os pagamentos entre 9 e 14 de outubro.

Como será devolvido o saldo em bets

O apostador não precisa receber o dinheiro diretamente da plataforma que mantinha sua conta. O procedimento será feito pelas instituições financeiras nas quais os valores estavam depositados.

O cronograma definido para a devolução é:

PeríodoEtapa
6 e 7 de outubroBets informam aos bancos os valores que cada apostador ainda tem a receber, vinculados ao CPF
9 a 14 de outubroBancos realizam a restituição dos valores aos apostadores
Até 14 de outubroPrazo final para que as instituições financeiras concluam os pagamentos
A partir de 14 de outubroCaixa Econômica Federal poderá intermediar a devolução em casos de impedimento nos bancos

Assim, o saldo em bets remanescente deverá retornar ao CPF do respectivo apostador por meio do sistema financeiro.

Maior parte do dinheiro está concentrada em poucos apostadores

Embora o valor total seja de aproximadamente R$ 1,3 bilhão, a distribuição entre os usuários é bastante desigual. Segundo os dados apresentados pelo governo, pelo menos 26 milhões de apostadores possuem valores pendentes de restituição.

Cerca de 1% desse grupo, equivalente a aproximadamente 200 mil pessoas, concentra 80% do montante que ainda precisa ser resgatado. Quando o recorte sobe para 3,4% dos apostadores, a participação chega a 90% do valor total.

Também há casos de saldos considerados fora do padrão. Aproximadamente 40 contas apresentaram mais de R$ 500 mil e estão sob investigação por suspeita relacionada à origem dos recursos.

Esses casos estão sendo analisados pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal, que devem apurar a possibilidade de lavagem de dinheiro ou outras irregularidades.

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