Cidades

PBH busca famílias para acolher crianças e adolescentes em situação de risco

Idade mínima de 21 anos e dois anos de residência em BH estão entre os requisitos para se candidatar

2 min de leitura
Adulto e criança de mãos dadas, simbolizando o Serviço Família Acolhedora em BH
Foto: Magnific

A Prefeitura de Belo Horizonte começou a receber, na segunda-feira (17), inscrições de famílias que querem participar do Serviço Família Acolhedora. O prazo para se cadastrar pelo site termina em 28 de agosto.

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O programa recebe crianças e adolescentes afastados de casa por medida protetiva. Essa decisão é tomada pela Justiça em casos de risco, enquanto a situação da família de origem ainda está sendo analisada. Nessa fase, os jovens ficam sob os cuidados de uma família cadastrada, e não em um abrigo.

Essa preferência pelo modelo familiar está prevista no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que valoriza o convívio dentro de uma casa durante esse período de transição.

Feita a inscrição, a seleção segue para uma nova etapa. As famílias aprovadas passam por um treinamento e só depois começam a receber os jovens em casa, sempre com apoio de profissionais responsáveis pelo acompanhamento do caso.

Quem pode se candidatar ao Serviço Família Acolhedora

A idade mínima para se candidatar é 21 anos. Também é preciso comprovar residência em Belo Horizonte há, no mínimo, dois anos.

Não podem participar pessoas com antecedentes criminais. Além disso, todos que moram na casa precisam estar de acordo com a decisão de acolher.

Quem se candidata precisa deixar claro que a intenção é cuidar temporariamente, e não adotar a criança ou o adolescente.

Enquanto a criança ou o adolescente estiver na casa, uma equipe da prefeitura permanece em contato com a família, buscando amenizar os efeitos de ter deixado o lar de origem. Esse suporte é prestado pela Providens, entidade ligada à Arquidiocese, que atua junto com a administração municipal na execução do programa.

O acompanhamento segue até o retorno da criança ou do adolescente para os pais biológicos, que marca o fim do processo. Também pode acontecer de a Justiça optar por transferir o caso para outra família, dessa vez de forma definitiva.

A prefeitura disponibiliza atendimento pelo telefone (31) 3423-8618, pelo WhatsApp (31) 99970-9266 ou pelo e-mail [email protected].

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