Seis em cada dez reais do orçamento de Cássia, no Sul de Minas, vêm do turismo religioso. Só em maio de 2026, mais de 150 mil fiéis passaram pelo município durante o ciclo de festas de Santa Rita, de acordo com o secretário municipal de Turismo, Frank Arantes Souza.
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O volume cresceu de forma expressiva depois que o Santuário de Santa Rita abriu as portas, em 2022.
Turismo religioso impulsiona economia além de Cássia
O efeito econômico se distribui pela região. A empresária Ana Paula Avelar Silveira montou o primeiro negócio de artigos religiosos dentro do Santuário de Santa Rita, em Cássia, e expandiu a operação quatro anos depois com uma unidade no Santuário de Santo Aníbal, em Passos, em 2024.
O Sebrae acompanha o setor. A analista Carolina Alvim afirmou ao G1 que a entidade desenvolve consultoria para qualificar empresários ao longo das rotas de peregrinação.
Em Passos, o secretário de Turismo Édson Martins destaca a posição geográfica do município como diferencial. A cidade fica próximo a Cássia, Alpinópolis e Claraval, três destinos com apelo religioso consolidado. “Nós temos uma boa infraestrutura de rede hoteleira, de gastronomia e Passos tem uma posição estratégica”, disse Martins ao G1.
O portal Caminho Santa Rita de Cássia, inaugurado em 2022, é o ponto de partida de peregrinos que caminham 45 quilômetros com destino ao santuário em Cássia.
Sul de Minas concentra santuários com alcance nacional
A região concentra outros destinos relevantes. Em Alpinópolis, o Monte das Oliveiras reúne a maior representação bíblica ao ar livre do Brasil. A Serra da Mantiqueira abriga o Caminho da Agonia, rota de 61 quilômetros que liga Cristina ao Santuário de Nossa Senhora da Agonia, em Itajubá.
O túmulo da Beata Nhá Chica, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Baependi, e as festas do Beato Padre Vítor, em Três Pontas, completam uma rede de santuários com alcance nacional que atrai fiéis de todo o país.