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Três asteroides passam perto da Terra sem risco de colisão, confirma NASA

Por Pedro Silvini
21/09/2026
Em Geral
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Asteróide Apophis

Asteróide (Reprodução/NASA)

Três grandes asteroides cruzaram o espaço próximo à Terra em velocidades impressionantes — ultrapassando 20 mil km/h nesta sexta-feira (6). Apesar da magnitude desses objetos celestes, a NASA tranquilizou a população e descartou qualquer risco iminente de colisão.

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O maior deles, identificado como 424482 (2008 DG5), possui cerca de 400 metros de diâmetro (o equivalente a quatro campos de futebol) e passou a uma distância de 3,5 milhões de quilômetros da Terra — uma margem segura, segundo a agência americana.

Além do 2008 DG5, outros dois corpos celestes menores também foram detectados nesta aproximação:

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  • 2025 LD, com aproximadamente 22 metros de diâmetro, passou a uma distância de 1,1 milhão de quilômetros, a mais de 24 mil km/h.
  • 2025 KY4, menor ainda, com 13 metros de diâmetro, cruzou o espaço a 1,72 milhão de quilômetros da Terra.

Esses três objetos foram classificados como NEOs (Objetos Próximos à Terra), uma categoria que engloba todos os asteroides com órbitas que se aproximam até 120 milhões de km do Sol — podendo, portanto, se aproximar da órbita terrestre.

“Potencialmente perigosos”, mas não ameaçadores

Embora alguns desses objetos recebam a classificação de “potencialmente perigosos” (PHA), isso não significa risco iminente de colisão. Segundo Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), da NASA, essa designação serve para indicar que, em escalas de séculos ou milênios, a órbita desses corpos pode evoluir a ponto de representar um risco.

Atualmente, a NASA monitora mais de 30 mil NEOs, sendo que apenas uma pequena fração possui órbitas que se aproximam a menos de 7,5 milhões de km e têm tamanho suficiente para causar danos significativos caso colidam com a Terra.

Casos anteriores ainda servem de alerta

Em fevereiro deste ano, outro asteroide — o 2024 YR4 — causou preocupação temporária. Inicialmente, estimava-se uma chance de 3,1% de impacto com a Terra em 2032, mas cálculos atualizados reduziram esse risco para apenas 0,004%, praticamente eliminando qualquer ameaça nos próximos 100 anos.

A NASA continua aperfeiçoando as ferramentas de rastreamento e modelagem orbital, incluindo telescópios espaciais como o James Webb, que ajudam a refinar os dados sobre trajetória, diâmetro e composição desses corpos celestes.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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